Teste

Esta edição transpira de coisas boas, abrindo com uma tarde bem mexida e saudável na nossa colectividade e passando por festas e convívios desportivos, culturais e religiosos, até ao anúncio das primeiras festas de Verão na nossa aldeia. Mesmo quando os resultados não são animadores, há que ver o futuro pelo prisma da confiança, como lembra a treinadora de futsal em entrevista.
Esperança e confiança são pedras preciosas da construção social, a que nem todos têm acesso. Veja-se o caso dos refugiados de guerra ou da perseguição religiosa. São milhares por todo o mundo, sobretudo na África e na Ásia, os forçados a abandonar a sua pátria e tudo o que têm para fugir à morte, mesmo sabendo que podem enfrentar o mesmo destino na tentativa. Vemos nas notícias as centenas de homens, mulheres e crianças que naufragam no Mediterrâneo e isso emociona-nos. Mas está lá longe e não incomoda o conforto do nosso sofá.
Em boa hora o nosso Município anunciou a abertura para acolher alguns deles. A realidade da dor aproxima-se de nós. Será um teste. Resta esperar que saibamos mostrar-lhes a verdadeira humanidade. Que a nossa caridade e solidariedade se revelem em gestos práticos que vão além do saco de roupa velha ou da comida que nos sobra e que oferecemos a quem está longe da vista. Que saibamos colocar estes perto do coração.

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