Todos os partidos vieram fazer festa à Golpilheira

Todos os partidos que apresentaram listas à Assembleia de Freguesia da Golpilheira vieram até cá fazer festa e comício eleitoral, todos eles com uma considerável participação de pessoas, algumas delas vindas de fora da freguesia. Entre outros pontos comuns, registamos o apelo ao voto e o evitar da abstenção.

Quanto ao que aconteceu, passamos a resumir:

 

PSD/PPD

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O primeiro foi o PSD, no dia 15 de Setembro, no largo da Extensão de Saúde. Teresa Morais, vice-presidente nacional do partido e deputada no Parlamento, foi a primeira a usar da palavra para enaltecer o trabalho do actual presidente e candidato a renovar mandato na Câmara Municipal da Batalha, Paulo Batista Santos. A deputada elogiou ainda a decisão de colocar duas mulheres como cabeças-de-lista às freguesias da Batalha e da Golpilheira, sinal da igualdade por que tem lutado nos últimos anos.
Carlos Agostinho Monteiro, natural da Golpilheira e segundo nas listas do PSD à Câmara, sublinhou a importância do trabalho em prol das pessoas e acusou a crítica fácil a quem se dedica ao serviço dos outros. Num discurso emotivo, manifestou a sua intenção de continuar com a mesma dedicação e consciência de dever cumprido.
A candidata à freguesia da Golpilheira, Cristina Agostinho, apresenta-se como novidade na corrida autárquica, estreando também o lugar das mulheres no primeiro posto das listas pelo PSD. Revelou algumas das suas intenções para o futuro e confessou estar “disponível para ouvir” e “contar com todos” para o sucesso da freguesia.
Júlio Órfão, primeiro candidato à Assembleia Municipal, elogiou a Golpilheira como “referência na cultura e desporto” e prometeu toda a colaboração para potenciar esse dinamismo em todo o Concelho.
Por fim, o candidato a presidente de Câmara, Paulo Santos, começou por agradecer “o excelente trabalho de Carlos Santos à frente da freguesia nos últimos 12 anos e que, em épocas difíceis, soube captar apoio para obras importantes como a sede da Junta e o pavilhão desportivo”. Sublinhou que “não se ganham eleições a dizer mal dos outros” e comprometeu-se a “fazer o melhor pelas pessoas, sem promessas impossíveis de concretizar”. Deixou, no entanto, algumas promessas para a freguesia, como aumentar os serviços na Saúde, fazer uma eco-via junto ao rio, melhorar saneamento e rede viária, continuar parcerias com a colectividade e com a Igreja local.
O último elogio foi para o rancho folclórico da terra, convidado a animar uma noite onde não faltaram bebidas e petiscos.

 

CDS-PP

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Bebidas e petiscos regressaram no dia seguinte, 16 de Setembro, na praça que fica do outro lado da colectividade, onde o CDS apresentou as suas equipas para esta corrida autárquica e fez também a festa na nossa freguesia.
Paulo Bagagem, cabeça-de-lista à Assembleia de Freguesia, é também estreante na corrida a este lugar e confessou-se “motivado e com disponibilidade para fazer o melhor” pela Golpilheira, “terra onde nasci, cresci e que tanto amo”. Prometeu honestidade e trabalho para desenvolver alguns projectos que a sua equipa tem em mente e, sobretudo, “reivindicar o espaço que a freguesia merece no Concelho”. O microfone passou de mão em mão pelos restantes elementos da lista, que se apresentaram e confessaram o mesmo “amor a esta terra”, a expressão-chave das várias intervenções, na linha do lema “Golpilheira no Coração”.
Seguiu-se a intervenção de Francisco Coutinho, candidato a liderar a Assembleia Municipal da Batalha, que regressa às lides autárquicas alguns anos depois de ter sido presidente do executivo. Lembrou o papel activo que teve para a criação da freguesia da Golpilheira, em 1984, e confessou ter regressado “com pessoas idóneas, para que o Concelho se eleve cada vez mais e tenha políticos que estejam com o povo”.
A última intervenção foi de Horácio Francisco, candidato a presidente da Câmara da Batalha, também regressado após ter passado pela vereação da autarquia há quatro anos. “Voltei com convicção e por considerar que o Concelho não está no bom caminho”, começou por referir. Indicou alguns dados sobre a época em que esteve no executivo e que “agora não vemos”, como “a rapidez dos processos”. Falou também sobre a “alteração feita à equipa de revisão do PDM” e a sua posterior “aprovação apressada”, instrumento que pretende fazer reverter “por mecanismos legais existentes”, a fim de “permitir mais construção nas freguesias”. Prometeu “trabalho sério, próximo dos cidadãos” e também “mudar o espaço e o tipo de atendimento que é prestado na nova Loja do Cidadão, que não agrada a funcionários nem aos utentes”.

 

PS

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O último a visitar a freguesia foi o PS, com a festa dentro da colectividade, no dia 23 de Setembro, também com bebidas e petiscos.
O golpilheirense Telmo Ferreira, presidente da concelhia, abriu a sessão com a indicação de que as candidaturas do PS têm como “principal objectivo servir as pessoas” e sublinhou que “este trabalho visa também as gerações vindouras”.
António Sales, presidente da distrital, referiu que “este é terreno difícil”, pelo “se torna ainda mais importante a conquista da Junta, primeira linha do poder de proximidade”. Indicou problemas locais, como o encerramento do posto médico, e apontou o “bom momento do governo nacional” como “exemplo do que o PS é capaz de fazer e que pode ser extensível ao poder local”.
A deputada nacional Margarida Marques sublinhou as alterações legislativas em curso para reforçar o poder das autarquias e defendeu a “necessidade de mudar o poder na Batalha, para que funcione a democracia”. Também Porfírio Silva, deputado e dirigente nacional do PS, remeteu ao “momento bom” do partido no governo, que justificou com o facto de “estar a cumprir o que prometeu”. Falando de várias áreas da governação, defendeu que “o país só está melhor quando a vida das pessoas está melhor”.
O candidato a presidente da Câmara da Batalha, Carlos Repolho, começou por elogiar a “pequena mas unida” freguesia da Golpilheira e pediu também a “mudança de poder na Batalha”, considerando que “actualmente não temos um líder, mas um chefe”. Criticou o atraso na aprovação de processos e emissão de certidões, a “má gestão da Loja Cidadão”, das zonas industriais e da descentralização de competências, bem gastos supérfluos em “festas e jantares”. Prometeu “uma Câmara de porta aberta e disponível”.
Concluiu José Filipe, ex-presidente de freguesia que volta a candidatar-se. Frisando que deixou a Junta “sem dívidas” e foi o iniciador de projectos como a sede da autarquia e o pavilhão desportivo, disse regressar para “lutar pela reactivação do Posto Médico” e porque “nos últimos anos não se fez o que podia ter sido feito”. Indicou obras que pretende fazer e receber ainda o apoio de Odete João, deputada do PS também presente.

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