Editorial 243 – Apelo ao voto

Vote. Seja lá em quem for, vote. Nem que seja em branco ou nulo, vote.
No próximo domingo 1 de Outubro, cada um de nós será chamado a escolher aqueles que acredita serem os melhores para desempenhar funções de governo nos órgãos locais de soberania. Serão três os boletins de voto: Câmara Municipal, o órgão executivo da autarquia; Assembleia Municipal, o órgão onde se tomam as decisões mais importantes e se discute e avalia a acção do executivo; e Assembleia de Freguesia, de onde se formará também, depois, o executivo da Junta.
A este propósito, indicamos o esclarecimento da Comissão Nacional de Eleições: “A eleição da Assembleia de Freguesia não deve confundir-se com a eleição da Junta de Freguesia. A primeira realiza-se por sufrágio universal, directo e secreto dos cidadãos recenseados na área da freguesia, no mesmo dia das eleições para a Câmara Municipal e Assembleia Municipal. O presidente da Junta de Freguesia é o 1.º candidato da lista mais votada para a Assembleia de Freguesia. Os restantes membros da Junta são eleitos na primeira reunião da Assembleia de Freguesia, de entre os seus membros, mediante proposta do presidente da Junta.”
É importante que não deixemos de exercer esta colaboração democrática. Trata-se de um direito, adquirido a muito custo por cidadãos que lutaram pela liberdade de participarmos na gestão do que é de todos, pelo que é fundamental darmos valor a essa conquista e usufruirmos desse valor. E trata-se de um dever, pois todos somos responsáveis pelo que corre bem ou corre mal na vida pública e esta é uma das formas mais importantes de cumprir essa responsabilidade.
A Golpilheira tem tido, nos últimos anos, a mais alta taxa de participação do Concelho e umas das mais altas do Distrito, sempre acima das médias concelhias, distritais e nacionais. É um orgulho para nós, enquanto cidadãos, demonstrarmos essa consciência e responsabilidade cívica, esperando que nestas eleições voltemos a dar esse exemplo.
Recordamos que, se nenhuma lista nos satisfaz, podemos votar em branco ou anular o voto. Essa é uma forma de protesto válida e democrática, ao contrário da abstenção, que é apenas sinal de desleixo ou irresponsabilidade.

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