Editorial 258 – Blá, blá, blá

Bom Natal, paz e amor e frases feitas a metro, blá, blá, blá… Luzes e pinheiros e bonecos (do bebé Jesus ou do velho das barbas), blá, blá, blá… Votos disto e daquilo, roupas novas, corações e estrelinhas, blá, blá, blá… Postais e dedicatórias, prendas aos montes e sorrisos (ainda que forçados, alguns), blá, blá, blá… Famílias reunidas (fora as dos laços cortados), mesas fartas e indigestões, blá, blá, blá… Festa na aldeia, na igreja, em casa e na loja, uma esmola a um pobrezinho, um saco na campanha da fome em África, blá, blá blá. No fim de tudo, sobram comidas, papéis de embrulho, barrigas estufadas e lixo. Sem blá, blá, blá, não deixes passar este Natal sem ir fazer as pazes com aquele vizinho, ex-amigo, familiar (tu sabes quem)… Dito (e feito) isto, a todos um Santo Natal!

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