>A reportagem: Veteranos nos Açores

>A reportagem: Veteranos nos Açores

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A Equipa de Veteranos do Centro Recreativo da Golpilheira deslocou-se à Ilha Terceira (Açores) no passado mês de Abril, para “também” participar no Torneio Triangular de Páscoa da Freguesia de Terra Chã. E digo “também”, porque no espírito do Futebol Veterano o que é realmente importante nem é a prática do mesmo, mas sim o convívio entre associações e freguesias, por vezes tão distantes como estas.

Terra Chã

Terra Chã é uma freguesia situada nos arredores de Angra. Com uma dimensão cerca de 5 vezes a da freguesia da Golpilheira e com 3 vezes mais população, caracteriza-se por ser verde. Aliás, para quem conhece todo o arquipélago, sabe que o verde e a natureza são generosos em todo ele. A sede de freguesia possui infra-estruturas de base idênticas à Golpilheira, como sejam, Escola Primária, Jardim-de-Infância, mas destaca-se da Golpilheira na quantidade de associações que possui. Enquanto a verdadeira força da Golpilheira está na concentração numa única associação, em Terra Chã elas são cinco, em que claramente se destacam a Casa do Povo e a Sociedade Filarmónica.

Dia 1 (14 de Abril)

Foi madrugadora a manhã para toda a comitiva. Esta, para além de jogadores e dirigentes, incluía ainda o presidente da Junta, Carlos Santos, e a já habitual presença do vereador para o desporto, Carlos Henriques, em representação da Câmara Municipal da Batalha.
O embarque no avião, com partida marcada para as 08h00, fez-se sem problemas no novo terminal doméstico da portela. Chegada a meio da manhã ao aeroporto das Lajes e desde logo com a recepção de alguns elementos na equipa de veteranos da Casa do Povo de Terra Chã, que em três furgões de passageiros nos transportaram até ao aposento. Propriedade da freguesia, é uma quintinha de alojamento com quartos múltiplos e devidamente preparada para recepção a grupos. É ladeada de arvoredo alto e diverso, mas a sua imagem de marca é um curro preparado para toureio, que tradicionalmente ocupa grande parte dos tempos livres dos terceirenses.
À tarde, foi dada a oportunidade de visitarmos a cidade de Angra, um passeio pedonal pelo Porto de Pipas (zona com animação nocturna – como ainda era cedo, ficámos por umas águas).
No centro histórico, as habituais fotos e visitas às cadeiras de esplanada (sempre em actualização no facebook do Daniel e dos Veteranos).

Dia 2 (15 de Abril)

A manhã livre levou o grupo a dispersar e deu para que cada um pudesse usufruir da zona à sua maneira.
Da parte da tarde, seguimos para uma visita acompanhada aos pontos de interesse da ilha. A indústria de queijo, como não podia deixar de ser, é uma das fontes de receita dos terceirenses, tal é a abundância de leite, também nesta ilha. Visitámos a “Casa da Vaquinha”, onde se pôde degustar este paladar açoriano.
Na freguesia de Biscoitos, mais a Norte da ilha, visitámos o Museu do Vinho, as piscinas naturais (lagoas de mar no meio de rocha vulcânica – em que todo o cuidado é pouco com a subida repentina da maré).
Sempre pela costa, passámos pelo Bairro Americano da Base das Lajes e fomos até ao miradouro da Praia da Vitória. Já nesta cidade, o passeio foi pela zona da marina.

Dia 3 (16 de Abril)

A manhã foi novamente livre. As instruções em dia de jogo são descansar e dormir, nomeadamente para os que sofrem de insónia ou não se adaptam ao fuso horário. O almoço ligeiro, o café prolongado na esplanada da Casa do Povo, foi preparação para a entrada no balneário.
A ida para o campo de jogo foi a pé, pois distava cerca de 500 metros da sede.
O primeiro jogo do torneio opôs a Golpilheira à outra equipa convidada, São Mateus da Calheta, que vencemos por 1-0, golo apontado por recarga de Tiago após cabeçada de Paulo Rito, dando seguimento a um pontapé de canto.
O segundo jogo foi disputado entre Terra Chã e São Mateus, tendo vencido a equipa da casa por 2-1.
O último jogo do torneio pôs em confronto as forças da Terra Chã e da Golpilheira e, mais uma vez, a nossa equipa deu provas de não se adaptar à maresia atlântica. Tendo perdido por 2-0, em que o primeiro golo foi fruto de uma desatenção pela esquerda do Ruizinho, aproveitada pelo adversário sem que as dobras se fizessem. Já o segundo golo foi de grande penalidade, cometida por Cesário.
No final, fomos presenteados com um belo repasto da ilha na Casa do Povo, ao qual se seguiu a habitual entrega de lembranças e alguns discursos, onde a tónica dominante foi a de promover sempre o convívio entre regiões e culturas diferentes.

Dia 4 (17 de Abril)

A manhã foi aproveitada por alguns para visitar Angra, em que se puderam adquirir lembranças para a família e tirar as últimas fotos.
O almoço foi fantástico, com surpresa ao Jorge Rito – Chalana (aniversariante), que já se habituou a estar fora em dia de anos.
À tarde, fomos presenteados com um concurso de ganadeiros no curro de toureio da Quintinha onde estávamos hospedados. Aqui, verificámos que a paixão dos residentes pela arte de toureio a pé e à corda é mesmo real. Fomos ainda presenteados pela coragem de um nosso conterrâneo que, apesar de não sair de tábuas, ainda conseguiu chamar algumas vezes à atenção do touro (foi o Cunha, claro).
Ao final da tarde, embarcámos novamente num AB A320 rumo ao Continente. Para surpresa nossa, veio connosco de viagem um tal de “PapAmericano – Augusto”, que despertava alguma curiosidade na cabine.
Termino com um voto de agradecimento especial às gentes da Terra Chã pela forma como fomos acolhidos. Saibamos nós fazê-lo identicamente aquando da deslocação deles cá.

O acompanhante, Carlos Santos
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