João Monteiro (Mocheco), atleta da UDL

João Monteiro (Mocheco), atleta da UDL

Entrevista a um futebolista que iniciou a formação no CRG

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Este é o nosso quarto atleta entrevistado: João Pedro Gaspar Monteiro, conhecido por “Mocheco”, nascido em 30-12-1993, no Vale do Horto, Azóia, concelho de Leiria. Representa desde há seis épocas a União Desportiva de Leiria.

Com que idade iniciaste a formação e quem era o treinador?
Iniciei com sete anos. O treinador era o Luís Rito, ajudado pelo Jorge Rito (Chalana).

O que mais te marcou no teu primeiro clube de formação?
As amizades que criei e mantenho ainda hoje… e espero manter para sempre.

Depois do CRG, foste para a União de Leiria. Quem foi o teu primeiro treinador e como foi a integração nessa equipa?
Foi o Fredy. No primeiro ano não foi fácil. O que me ajudou foi ter como companheiro o Bruno Silva, que também veio comigo do C.R. da Golpilheira. No segundo ano e seguintes as coisas tornaram-se mais fáceis, uma vez que fui ganhando a amizade e confiança dos meus companheiros de equipa.

Sempre jogaste na posição de guarda-redes, ou experimentaste outra?
O Luís Rito, no princípio, colocou-me a jogar do lado direito numa posição mais ofensiva. Foi o Chalana que me colocou a primeira vez na posição de guarda-redes, talvez pela minha estatura. Eu adaptei-me bem, gosto e continuo a gostar e penso que é o lugar certo para mim.

Como avalias a tua progressão, desde que ingressaste na UDL?
Evoluí muito, já que as exigências são muito maiores. Disputei em todos os escalões o Campeonato Nacional da Primeira Divisão, o que obriga a ter pelo menos quatro treinos por semana, mais esforço, mais aplicação e os resultados estão à vista. A minha evolução tem sido progressiva e consistente. Espero que assim continue, pois ainda tenho muito para aprender.

Sei que já fizeste uma pré-época com a equipa sénior da UDL? Que tal foi a experiência?
Foi na época passada, com o mister Pedro Caixinha, em Gouveia – Serra da Estrela, e a experiência foi óptima. Conheci uma nova realidade. Pensava que era fácil chegar lá acima, mas agora vejo que não é, mas é possível, com muito trabalho, esforço, sacrifício e dedicação. Para se ser profissional é preciso trabalhar muito e no duro e ser muito persistente. Mas é isto que eu quero.

Como te defines como guarda-redes?
Seguro, com facilidade nos cruzamentos, eficaz dentro dos postes, boa percepção no tempo de saída a jogadores isolados. Reponho bem a bola em jogo, tanto com os pés, como com as mãos. Em todas estas situações tenho de evoluir, mas penso que onde devo evoluir mais é dentro dos postes.

Ao longo de todos estes anos em que disputaste Campeonatos Nacionais, a competição com os teus colegas de posição na equipa, à procura da titularidade, é muito grande. Alguma vez te sentiste desmotivado?
Sim, algumas vezes. Sou muito ambicioso. Quero jogar sempre e ser titular, mas reconheço que os meus colegas também têm valor e lutam pelo mesmo objectivo. Mas essa desmotivação foi sempre passageira e cada vez tenho mais força para trabalhar.

Pensas enveredar pelo profissionalismo, quando chegares à idade de sénior, que é já para a próxima época?
Claro, é esse o meu grande objectivo. Para ele trabalho todos os dias, abdicando de muitas coisas que os jovens com a minha idade podem usufruir. Pretendo chegar à equipa principal da UDL. Se não for possível neste clube, noutro onde possa evoluir ainda mais e que dispute um Campeonato Nacional.

Pensas conciliar o futebol com os estudos e tirar um curso superior?
Neste momento não. Estou a acabar um curso técnico-profissional, e por agora fico por aqui. Quero concentrar-me exclusivamente no futebol. Ser profissional é um meu grande sonho e grande objectivo.

Qual o clube onde te sentiste mais feliz?
Mais feliz, foi na Golpilheira. Mais amizade, mais sinceridade. Embora com muita ingenuidade, própria da idade, tudo era mais puro, sem qualquer maldade. O mítico Campo das Barrocas e as suas bifanas deixam-me muita saudade.

Quais os treinadores que mais te marcaram em cada equipa?
No CRG foi o Chalana e na UDL foi o Fredy.

Para terminar, queres enviar uma mensagem para os atletas dos escalões de formação do CRG?
Trabalho, muito trabalho e dedicação naquilo que fazem, para poderem ter um bom futuro a nível desportivo e não só.

Manuel Carreira Rito

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