Professor Marcelo na Escola da Batalha

Professor Marcelo na Escola da Batalha

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O professor Marcelo Rebelo de Sousa (MRS) esteve na Escola Básica e Secundária da Batalha, no dia 9 de Março, no âmbito do concurso “DN Escolas”, promovido pelo Diário de Notícias. O salão estava a “abarrotar” com alunos, professores e outras pessoas que aproveitaram esta sessão aberta ao público para ouvir o ilustre comentador político.

O catedrático foi entrevistado por alguns dos alunos que redigiram um dos editoriais vencedores do concurso do DN, sobre a promoção dos “produtos portugueses”, que foi também o tema central da conversa. A esse propósito, o próprio cenário incluía uma projecção de imagens e uma mostra “ao vivo” de produtos e serviços regionais, como vinho, azeite, artesanato, obras de cantaria, materiais de promoção turística do património ou da natureza, etc.
“O facto de haver jovens, raparigas e rapazes como vocês, que acreditam em Portugal e no que é português é uma das razões para acreditarmos que há solução para esta crise”, afirmou MRS, salientando que é preciso “não ficar de braços cruzados, deixar a posição comodista de não fazer nada e começar a fazer alguma coisa”. Ainda a este propósito, o professor criticou a concorrência desleal de alguns países com maior escala produtiva que chegam a “perder dinheiro para competir”, e defendeu que a solução passa por aumentar as exportações e, por outro lado, “tornar os produtos nacionais mais competitivos” no mercado interno, investindo em áreas como a formação dos trabalhadores e empresários, a melhoria dos processos e custos de produção e a forma de distribuição e marketing. Tudo isto com uma “grande dose de imaginação, com uma maior relação entre as empresas e as universidades e com uma aposta clara no empreendedorismo”, apontou.
No debate que se seguiu, com intervenção de alunos da plateia, os temas foram variando, mas manteve-se a tónica. “Comecem a trabalhar desde cedo, não fiquem parados, inventem actividades produtivas, porque isso aumentará a vossa relação com o mundo empresarial e a capacidade de responderem aos desafios do futuro”, aconselhou MRS. E sublinhou a importância das “relações de proximidade que ainda existem em meios pouco urbanizados”, como o caso da Batalha, como uma mais-valia para a qualidade de vida, sem deixar de manter as portas abertas a “oportunidades lá fora”. Sendo “fundamental perceber quais os gostos e capacidades de cada um” para tomar uma decisão sobre o futuro profissional, há que ter noção de que é necessário “estar preparados para a mudança e a mobilidade, com muita capacidade de comunicação, diálogo e respeito pelas diferenças”.
Satisfazendo a curiosidade dos presentes, o professor explicou em traços gerais como funcionam os bastidores dos programas televisivos em que participa e como se prepara para ter “comentário pronto” aos assuntos da actualidade. “Dá muito mais trabalho do que parece, exige pesquisa e muitas leituras”, mas também se torna mais fácil com os anos de experiência e com a “intuição e os truques que vamos aprendendo”.
No final, ficou no ar uma espécie de tabu: “Entretanto, vou mudar radicalmente de vida… fazer algo que nunca fiz… terei talvez de me relacionar com a agricultura…”. E mais não disse.
Mas partiu dessa sua experiência curricular multifacetada, com tarefas diversas e desafios constantes, para deixar o repto final, carregado de optimismo: “Aproveitem todas as oportunidades, vivam sem saudosismos e virados para o futuro”.

Luís Miguel Ferraz

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