No âmbito da renovação estrutural em curso na Diocese de Leiria-Fátima, onde a face mais visível é a constituição de novas unidades pastorais (UP; conjunto de paróquias) e remodelação de vigararias (conjunto de unidades pastorais), têm sido anunciadas mudanças de párocos e equipas de padres por quase todo o território diocesano. É que está a acontecer, também, na paróquia da Batalha, integrada na UP 17 (Batalha, Reguengo do Fetal, Calvaria) e na Vigararia do Vale do Lena, com as UP 14 (Alcaria, Alvados, Minde, Mira de Aire, Serra de Santo António), UP 15 (Porto de Mós, Alqueidão da Serra, Arrimal, Mendiga, São Bento, Serro Ventoso) e UP 16 (Aljubarrota, Juncal, Pedreiras).
Assim, o padre Armindo Ferreira deixou as paróquias da Batalha e do Reguengo do Fetal, no passado dia 30 de Março, para ser pároco de São Mamede (UP 13).
Para as duas paróquias que deixa foi nomeado pároco o padre Sérgio Fernandes, que deixa a Vieira de Leiria, e vigário paroquial (colaborador) o padre Adelino Guarda, que deixa Aljubarrota. Ambos são também nomeados para a Calvaria, invertendo-se os papéis de vigário paroquial e pároco. No entanto, só tomam posse na Missa das 11h00, no Mosteiro da Batalha, no próximo dia 11 de Maio.
Até lá, assume o trabalho pastoral o padre Ailton Lopes, do Verbo Divino, que está nomeado para Aljubarrota, mas continua o padre Armindo Ferreira como pároco para efeitos oficiais, até ao dia 11. Nesse dia, espera-se, acaba-se a confusão que agora deixa os agentes pastorais locais um pouco desorientados.
Festa de homenagem
No domingo 23 de Março, a paróquia da Batalha organizou a sua despedida ao padre Armindo. Na Golpilheira, na Missa das 09h30, foi recordada a homenagem e a prenda oferecida um mês antes (ver notícia nesta edição). Na Missa das 11h00, no Mosteiro, foi a vez de outros grupos paroquiais oferecerem ao pároco algumas lembranças de agradecimento pelo trabalho pastoral dos últimos 5 anos.

E outros o fizeram numa sessão de convívio, na tarde desse dia, que juntou todas as forças vivas, grupos e comunidades da paróquia. Houve oração, cânticos, breves discursos, projecções de filmes e fotografias, representações teatrais… numa singela e muito familiar “conversa” com aquele que todos reconheceram como “um bom pastor” que deixa saudades. “Sentimos que não é uma despedida, mas um envio em missão para pastagens mais exigentes”, disse-se. Reconhecendo a necessidade de mudanças e o acolhimento tranquilo da decisão da Diocese, ainda assim, fica o “sentimento de alguma injustiça, por ter sido pouco tempo e a maior parte dele marcado por dificuldades como a pandemia e as obras da casa paroquial”. Mas o tom mais registado foi o de “aceitação e confiança de que será a inspiração do Espírito para ir ajudar outros como nos ajudou a nós”.
Muitos agradecimentos, muitos presentes, muitos testemunhos do bem que fez e que, “apesar da curta estadia, deixará marca indelével na paróquia, onde será sempre bem-vindo”. Por fim, os votos de que seja feliz na nova missão.
O padre Armindo agradeceu comovido, num discurso que publica resumidamente na sua coluna nesta edição.
Por fim, todos continuaram o convívio à volta da mesa partilhada.
Jantar juntou amigos e entidades
No dia 22 de Março, um grupo de cerca de meia centena de amigos juntou-se para um jantar de convívio com o padre Armindo Ferreira, no Restaurante Etnográfico da Golpilheira.

Também algumas entidades se juntaram à homenagem, como foi o caso dos presidentes da Câmara Municipal da Batalha, Raul Castro, das Juntas de Freguesia da Batalha, Fernando Oliveira, e da Golpilheira, José Carlos Ferraz, e do director do Mosteiro da Batalha, Joaquim Ruivo.
Várias intervenções sublinharam a amizade, a cordialidade e as boas relações pessoais e institucionais que o pároco cessante sempre manteve com todos. Também ele manifestou a reciprocidade desses sentimentos para com todos, agradecendo a colaboração que sempre experimentou durante a sua missão paroquial, bem como alguns presentes com que nessa noite foi agraciado.
LMF
