170 – Editorial

170 – Editorial

Luís Miguel Ferraz

Quem quer festa…
“Quem quer festa, sua-lhe a testa” deve ser um dos ditados mais repetidos entre nós. Não sei se, quando o dizemos, sentimos essa verdade em todo seu alcance.
Este ano, tive oportunidade de o experimentar na pele, bem como outros colegas “quarentões” de 71. De facto, organizar uma festa é o cabo dos trabalhos. E a testa sua mesmo, de várias maneiras. Seja na complexidade do planeamento, dos contactos, dos licenciamentos, da logística. Seja na azáfama da recolha de patrocínios, ofertas, festeiros, andores, etc., que garantam alguma liquidez financeira ao evento. Seja no esforço para levantar o arraial, construir espaços, encher as ruas de arcos e cordões, preparar refeições, atender às imensas solicitações do povo, enfim, fazer a festa propriamente dita.
Mas, com o suor, surge também uma enorme compensação: ver a felicidade no rosto dos que usufruem desse trabalho, ver a doação e disponibilidade de dezenas de pessoas que se juntam para ajudar, ver o decorrer da festa em harmonia e com sucesso.
Garanto que, de hoje em diante, vou a encarar uma festa com outros olhos. E saberei dar mais valor a cada pormenor. Aliás, é o desafio que lanço a cada um dos leitores: se querem mesmo saber o que é uma festa, vão lá um ano agarrar a bandeira.

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