A paróquia da Batalha foi a anfitriã, no sábado 8 de Março, do Encontro Diocesano de Adolescentes (ENDIAD) deste ano, acolhendo cerca de 1.200 adolescentes e jovens e uns 300 catequistas e colaboradores do 7.º ao 10.º ano; segundo números da organização, 135 grupos de 45 paróquias da Diocese.

O dia começou pelas 08h30, com uma caminhada que partiu de quatro pontos (Casais dos Ledos, São Jorge, Alcanadas e Golpilheira) rumo à vila da Batalha. Do largo do Centro Recreativo da Golpilheira saíram uns 40 grupos, compostos por cerca de 300 adolescentes e meia centena de catequistas. Entre eles estavam os 50 do nosso centro de catequese, divididos por 5 grupos e acompanhados por uma dezena de catequistas.
Com o tema «Ancorados na Esperança», cada um destes grupos transportou uma âncora construída pelos próprios, onde foi evidente a diversidade criativa de materiais (cartão, madeira, esferovite, plástico, tecido…) e de ilustrações ou decorações 3D (elementos marinhos, nomes, rostos, símbolos da fé…), mas a unidade no mesmo ideal: Jesus é a âncora comum, o lugar seguro e a fonte da esperança.
Pelo caminho, várias actividades iam ajudando a desenvolver o tema, preparadas, no caso do nosso percurso, por catequistas e jovens golpilheirenses. E apesar da chuva incomodar a realização das tarefas, podemos dizer que a experiência foi positiva e até… divertida, pelas adaptações necessárias ao evitar da água que caia do céu e corria pela terra. E foi água a propósito, já que a proposta era a de fazer uma experiência festiva da fé baptismal, nomeadamente, da sua dimensão de purificação pessoal e de compromisso.
Mais ou menos “baptizados” da cabeça aos pés, todos foram chegando sorridentes à tenda onde a animação ajudou a preparar os ânimos para o farnel. E a tarde continuou com actividades por seis “portais” dispersos pela Vila, propondo métodos de conhecimento de si mesmos e dos outros, de descoberta vocacional e de oração.
Até que voltou a fazer-se reunião, no sétimo portal, a igreja do Mosteiro, pelas 17h30. Aí se juntou o bispo diocesano, D. José Ornelas, que presidiu à Missa. O Mosteiro já tem muitas âncoras e símbolos marinhos nos motivos talhados na pedra, mas nunca teve tantas como neste dia, centenas delas a fazer o longo percurso da procissão de entrada e a decorar, depois, as paredes laterais da igreja. Cada uma representava um grupo de jovens “navegantes de esperança”, como apelidou o bispo – “navegadores da vida que está à frente de cada um”. Partilhando a sua própria experiência vocacional, que o “obrigou a desancorar da terra natal”, a ilha da Madeira, para “seguir o sonho de ser missionário”, que sentia ser-lhe inspirado por Deus. O mesmo desafio deixou aos presentes: “Não tenham medo de seguir o sonho que Deus plantar no vosso coração!”.
A proclamação de fé que se seguiu, todos de vela bem levantada, parecia ser uma resposta positiva… mas só a vida que têm de viver no futuro, dia a dia, decisão a decisão, poderá comprovar. Para já, como testemunham alguns dos jovens golpilheirenses que participaram, fica a memória de um dia marcante, de convívio e de festa, mas também de dificuldades superadas e de aprendizagens importantes. A mensagem que ficou? “Jesus é a nossa âncora”. Poderão não saber ainda plenamente o que isso significa, mas já é importante que essa frase fique inscrita na sua mente. Um dia poderá ser-lhes útil…
Luís Miguel Ferraz

