>Carta aos meninos da catequese da Golpilheira

>Carta aos meninos da catequese da Golpilheira

>É Natal para todos…

Em qualquer parte do mundo, o Natal chega; não olha língua, classe, religião, cor, idade, partido, são ou doente, baptizado ou pagão, religioso ou leigo, eclesiástico ou indiferente, piedoso ou liberal. Ele chega, mansinho e lentamente. Começa com o primeiro domingo do Advento (o que está para vir) e vai motivando o comércio, as igrejas, as famílias, os grupos de oração de ruas e dos centros de espiritualidade, ou simplesmente simpatizantes que de qualquer modo entram, levados pelo clima, pelas canções próprias do tempo ou por alguma homilia melhor preparada pelo pregador ao domingo.
As ruas são as primeiras a darem o sinal externo. O interesse é a maior motivação que mexe com organizações, associações ou simplesmente a beleza do enfeite pendurado na casa. Às vezes, o Pai Natal chega antes do festejado. As comunidades católicas e outras também embelezam e motivam fortemente os fiéis que participam nas celebrações e que desejam preparar e viver este tempo (Kairós) doutra maneira. A fé católica tem um jeito próprio de preparar e festejar o que está para vir. Quase no fim deste tempo especial é que aparece o que vai trazer os presentes, as prendas, especialmente para as crianças, o Pai Natal. Não é sempre deste jeito que tudo acontece, mas pode acontecer se nós quisermos.
Em algumas partes da terra, fazem-se as reuniões por grupos ou ruas, rezando com um livrinho pré-preparado, que se chama “Novena do Natal”. Nós sabemos que a novena começa no dia 17 e nos conduz ao dia especial do Natal. Às vezes, porém, começa-se antes e é um momento forte de oração que motiva os fiéis a participarem na solene Missa da noite do Natal, também chamada a “Missa do Galo”. Após a missa, volta-se para casa, a família reúne-se, reza, canta, deseja um Natal Feliz e participa na festa com comes e bebes. A felicidade é total. Cristo nasceu para nós e nos trouxe a salvação. Façamos festa e vivamos com alegria este momento em família, à maneira da família de Nazaré.
Acordei… e dei-me conta de que quase mais nada disto acontece!
Nos nossos tempos, que são os últimos, é cada um para si e Deus-Menino para todos. Por uns momentos chorei, ao pensar que era tão bom no “antes” e que no “agora” já não consigo passar esta beleza para os mais novos.
Queridas crianças da catequese da minha comunidade de fé da Golpilheira! Foi sonhando e pensando em vocês que eu decidi escrever este texto, num agradecimento muito especial pela bonita oferta que vocês fizeram para as minhas crianças assistidas no Jardim Peri!
No dia 20, dia de Nossa Senhora da Consolata, estiveram aqui na paróquia e passaram o dia todo se divertindo e recebendo da comunidade católica um cabaz de Natal.
Por um dia, deixaram a favela, a violência, a miséria e vieram receber um pouco de felicidade, de comida e de alegria. Neste cabaz estava também a vossa oferta.
O dia teve três momentos fortes: 1. A chegada à igreja paroquial, a oração e um inquérito natalício; 2. O almoço e muita brincadeira; 3. A distribuição do cabaz de Natal. A alegria foi total.
Incluo estas fotos para que possais ver a alegria de um dia, passado dum jeito diferente para estas crianças duma favela, mas que estão sendo educadas na creche do Jardim Peri.
Desejo para todos vocês um Natal muito Feliz, porque cheio do Deus-Menino.
O amigo Pe. João Monteiro da Felícia, missionário no Brasil.

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