>Piloto golpilheirense nas 24 Horas TT de Fronteira: Cesário Santos foi ao pódio

>Piloto golpilheirense nas 24 Horas TT de Fronteira: Cesário Santos foi ao pódio

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Decorreu nos dias 26, 27 e 28 de Novembro, na vila alentejana de Fronteira, a 13.ª edição das “24 Horas TT Vodafone”. O golpilheirense Cesário Santos foi participar pela segunda vez nesta prova e conseguiu uma surpreendente subida ao pódio, com direito a champanhe a regar o merecido troféu. Como se costuma dizer, o mais difícil é a primeira vez. Assim foi. Este ano já não havia aquele nervoso miudinho, aquela ansiedade. Com a experiência adquirida, foi mais fácil estar perto de pilotos de alto gabarito, como Pedro Lamy, Carlos Sousa, Jorge Andrade, entre outros.
Cronologicamente, a prova começou na manhã do dia 26. Efectuaram-se as verificações às viaturas e respectivos pilotos, por uma organização extremamente exigente e organizada, muito respeitada por todos. Depois de almoço, começou a cronometragem para registo dos melhores tempos, para alinhamento da grelha de partida, que ficava a ser conhecida logo nesta sexta-feira à noite. Depois, um bom jantar e um melhor repouso, na Residência Solar Simas Cardoso, em Cabeço de Vide. Noite tranquila, adequada ao início da prova.

No dia 27, pelas 12h00, deu-se o início a esta mítica prova. Estavam alinhados cerca de cem carros e quatrocentos pilotos. Destes cem carros, quarenta eram estrangeiros, ressaltando aqui a popularidade e prestigio desta competição de todo-o-terreno.

O carro de Cesário Santos partiu na 45.ª posição, a meio da tabela. Como são quatro pilotos por carro e lhe cabia efectuar o quarto e o oitavo turnos, pôde observar a partida. “Logo ali deu para ver as melhores máquinas e pilotos a destacarem-se, é um espectáculo fora do normal”, comenta.

Na passagem do primeiro para o segundo piloto, surgiu o primeiro contratempo, com o cárter partido da Nissan Navara. “Perdemos quatro horas a reparar esta avaria, mas não desanimámos, pois ainda faltava muito tempo e muita coisa podia ainda acontecer”, conta o Cesário, que devido a esse azar apenas entrou na prova quando eram já cerca de 23h00.

Ele conta a sua experiência:

“Passada uma hora ao volante tive a percepção de que podíamos ainda vir a sorrir, pois já se viam muitos carros avariados. Assim, fiz um turno tranquilo, durante o qual fui informando, via rádio, ao nosso chefe de equipa e aos outros pilotos que não valia a pena andar muito depressa, uma vez que tínhamos é de poupar o material durante a noite.

Assim foi. Nunca parámos e começámos a subir lugares após de lugares. Até que outros tomaram o meu lugar e, às 09h00 da manhã do dia 28, chegou de novo a minha vez de sentar-me ao volante daquele carro espectacular. Tinha um objectivo, definido pela nossa equipa, que era chegar ao fim da prova, o que não tinha acontecido o ano passado, já que o nosso carro tinha “morrido na praia”. Por isso sentia bem a importância deste turno, pois um pequeno descuido podia deitar tudo a perder. Tive consciência de que o sucesso da nossa prova estava nas minhas mãos. Não apertei muito com o carro, deixando passar o tempo, poupando material, pois a pista já estava muito sinuosa, enlameada e irregular.

Nesta minha participação, aconteceram duas coisas importantes, que muito me marcaram.

A primeira foi, durante o percurso (cada volta tinha cerca de 20 km), ver muita gente da Golpilheira que foi propositadamente apoiar-me. Sempre que me viam passar perto, acenavam e incentivavam-me. Até uma lona levaram com o meu nome e o nome da Golpilheira! Posso dizer que foi uma emoção arrepiante. Por vezes, sentia que era um piloto a sério! A todos eles, o meu reconhecimento e o meu muito obrigado. Foi um orgulho representar ali o nome da nossa terra.

A segunda situação, também muito emocionante. Chegar à “bandeira de xadrez” com a carrinha intacta, com todos os mecânicos e pilotos a vibrarem. Acabávamos de conseguir um 36.º lugar na geral, o que foi muito bom e permitiu a conquista de um fantástico 2.º lugar na Classe “A”, com direito a subida ao pódio, taça e champanhe!

Foram momentos inesquecíveis. Aproveito para agradecer aos outros pilotos que fizeram parte da equipa (Sérgio, Carlos e Dinis), ao trabalho excelente e profissional dos mecânicos e à empresa Bomcar, pela forma como me acolheu. Reitero ainda os agradecimentos, do fundo do meu coração, a todos os golpilheirenses que me apoiaram, em geral, e à minha família em particular. Agradeço também aos meus patrocinadores: ITVM, Calhau Pneus, REP, Grupo Maceira – Escolas de Condução, Maquidé, Unimolas, Sorrossos e Leiriplás. Agradeço ainda ao Jornal da Golpilheira a divulgação na minha participação nesta prova de TT de nível internacional.

Espero continuar a merecer a confiança de todos aqueles que me apoiaram este ano, a fim de poder, se possível, estar presente na prova de 2011.Aproveito também para desejar a todos um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de prosperidade.”

E nós partilhamos também esta alegria de ver um jovem piloto da Golpilheira a conquistar o sucesso. E cá estaremos para a reportagem do ano que vem.

Manuel Carreira Rito

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