>V Fórum do Associativismo da Batalha: Papel das associações na sociedade

>V Fórum do Associativismo da Batalha: Papel das associações na sociedade

> Realizou-se no passado dia 27 de Novembro, no Centro Recreativo da Rebolaria (CRR), o V Fórum do Associativismo do Concelho da Batalha, com a presença de Carlos Lopes, chefe de gabinete do Governador Civil de Leiria, António Lucas, presidente da Câmara Municipal da Batalha, Clementina Henriques, vice-presidente da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Desporto e Recreio, Luís Pinto, presidente da Federação das Associações Juvenis do Distrito de Leiria, e José Manuel Sousa, presidente do clube anfitrião.
Todos os oradores salientaram a importância do associativismo, com o empreendedorismo, solidariedade e partilha nas localidades em que se encontram. Reconheceram-se os tempos difíceis que atravessamos e vamos continuar a enfrentar, situação que não deve afectar a dinâmica das associações. Ficou realçado que o nosso concelho possui infra-estruturas de qualidade e das melhores colectividades do Distrito.

António Lucas realçou a aposta da Câmara Municipal na criteriosa atribuição de subsídios. Lamenta, para o ano de 2011, devido à actual conjuntura, apenas atribuir subsídios às actividades de funcionamento, ficando para trás as de investimento. “Neste momento, é o mais razoável, pelo que aconselho as colectividades a utilizarem da melhor forma as instalações existentes”. Sublinhou também a intervenção das associações no bem-estar das populações, substituindo muitas vezes o Estado em tarefas em que este se exclui. “Sem este movimento popular, o nosso desporto, lazer e cultura seriam bem piores. É escola de aprendizagem para os mais novos e de bem-estar para os mais velhos. No entanto, é necessário que as colectividades tenham cada vez mais uma estratégia, um plano e um objectivo”. António Lucas terminou com um agradecimento aos dirigentes e colaboradores das associações, pelo bom serviço que prestam à comunidade.

Passando à prática, foi apresentado o trabalho desenvolvido por duas associações: Sport Club Operário de Cem Soldos – Tomar e Atlético Clube de Vermoil – Pombal. Duas actividades bastante diferentes, mas ambas com muito sucesso. A primeira teve como génese o Festival Bons Sons, um evento com um orçamento de cerca de 200 mil euros, organizado de dois em dois anos, e que leva a uma pequena aldeia mais de 30 mil visitantes. Este evento consegue mobilizar todas a população, novos e velhos, homens e mulheres. É uma organização onde predomina gente jovem, bem formada e com muito dinâmica. A segunda colectividade dedica-se à prática do atletismo. Há cerca de meia dúzia de anos, estava quase destinada à extinção. No entanto, a assunção da direcção por parte dum generoso filho da terra tudo mudou.Com a sua mais-valia, libertou outros directores para a captação de jovens para a modalidade. Apostaram forte na formação. Hoje, são vários os técnicos que laboram nesta colectividade. Neste momento, tem 189 atletas inscritos, alguns dos quais com vários títulos distritais. Para ambas, assenta bem o ditado popular: “a união faz a força”.

Seguiu-se o painel “Centro Recreativo da Rebolaria – Cinquenta Anos de Associativismo ao Serviço da População”, a cargo do grande orador José Travaços dos Santos. É sempre um regalo ouvir este homem sábio, que consegue sempre prender uma plateia. Começou por mencionar o grupo de fundadores, naturais da Rebolaria, que no ano de 1960 se lançaram nesta aventura. Depois, com base em actas e outros documentos, contou diversas facetas da vida da associação, realçando a sua importância no desenvolvimento cultural, desportivo e recreativo da Rebolaria e do concelho da Batalha. Contribuiu bastante para a criação e manutenção do rancho “Rosas do Lena”, durante muitos anos.

Seguiu-se um pequeno debate, com intervenções oportunas, que tornaram este fórum ainda mais proveitoso, e depois a assinatura dos protocolos de apoio ao associativismo pela autarquia.

A terminar, uma saborosa merenda convívio, com a animação do grupo “Sons do Lena”, da Batalha.

Manuel Carreira Rito

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