>165 – Museu de todos

>165 – Museu de todos

>Por António José Teixeira, Geólogo/Arqueólogo

Vamos falar do Museu

O Museu da Comunidade Concelhia da Batalha tem por missão o estudo, a preservação, a valorização e a divulgação do Património, promovendo a Cultura desta região. Para tal, apresenta um programa expositivo dinâmico, de cariz pedagógico, que envolve toda a comunidade e uma série de especialistas das seis áreas temáticas que integram o espaço museológico.
Desta forma, esta nova instituição pretende afirmar-se como um espaço expositivo interpretativo e interactivo, que estimule o pensamento crítico e o entendimento dos hábitos e costumes locais. E também responder aos desafios das novas tendências da Museologia, da Antropologia, da Etnografia, da Estética, da Educação e das transformações políticas, sociais e culturais. E interagir em permanência com a comunidade concelhia, com vista ao fomento da troca de conhecimentos. E projectar e evidenciar um centro vivo de referência cultural, dentro e fora do concelho. No fundo, contribuir para a formação e a fruição cultural da população local e dos visitantes e/ou turistas.
Por outro lado, o acto de proteger e de conservar algo justifica-se por lhe ser atribuído algum valor, seja ele económico, cultural, sentimental ou outro. Assim, deveremos sempre ter em conta o facto muito pertinente que é o valor intrínseco dos bens museográficos ou das realidades que eles representam. Valores que podem ser culturais, estéticos, económicos, funcionais, científicos, educativos, etc., e que poderemos facilmente identificar em cada uma das seis áreas que este Museu oferece aos seus visitantes.
É, pois, neste contexto que aceito o desafio do director do Jornal da Golpilheira para fazer uma pequena rubrica mensal sobre os trajectos deste projecto museológico. Tentarei, sobretudo, estabelecer um diálogo frutuoso entre o “Museu que é de todos nós” e o cidadão comum. Neste caso, com os leitores deste Jornal, em especial os habitantes do concelho da Batalha e, mais concretamente ainda, da freguesia da Golpilheira.
Por fim, espero que estes pequenos textos agucem a curiosidade de todos e levem a uma visita ao local, para aí se constatar a correspondência com o que é explicado. Assim sendo, haverá sempre a possibilidade do visitante ou simples cidadão confrontar e cruzar conhecimentos entre o sítio da sua aldeia e/ou freguesia e o percurso museológico que é oferecido. Deste modo, ficará fechado o circulo museológico em duas vertentes didáctico/pedagógicas: uma vertente “in situ” (no local) e outra dentro do Museu propriamente dito. Será o melhor contributo para o enriquecendo do visitante, com uma visão alargada daquilo que lhe é oferecido da historia do Concelho da Batalha.

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