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>FMI: «Portugal visto como país de 3.º mundo» Por Cristina Agostinho, Docente Ens. Superior

 

A única conselheira portuguesa junto do Fundo Monetário Internacional (FMI), de regresso de reuniões em Washington, mostra-se preocupada com a imagem que se criou de Portugal.
A economista Estela Barbot, que ainda há umas semanas dizia que não restava outra alternativa ao País senão a ajuda externa, está agora preocupada com a imagem de Portugal no estrangeiro. E aponta o dedo ao Governo que tanto gastou, sem nada ter.
“O ponto a que chegámos está a afectar a imagem do País, das empresas e a credibilidade do País cá fora. Portugal está a ser visto como um país de terceiro mundo. Como portuguesa, estou preocupada”, alarma Estela Barbot, afirmando que “gastámos o que não tínhamos, vamos ter de pagar”.
No regresso de reuniões, no passado fim-de-semana, com os grupos de conselheiros do FMI – e não para falar especificamente de Portugal – a economista impele os responsáveis políticos: “Precisamos de tomar decisões rápidas e mostrar sinais de credibilidade”.
Para Estela Barbot, já não havia outra solução senão pedir ajuda externa e reconhece que Portugal vai estagnar ou ficar em recessão por “muito tempo”, graças aos juros que teremos de pagar pelo resgate.
O FMI já está de malas e bagagens em Portugal. As reuniões para preparar o memorando de entendimento que permitirá a Portugal receber apoio financeiro arrancaram estes dias.
Cabe a Poul Thomsen liderar a equipa que passa assim a pegar em Portugal ao colo, pelo menos durante três anos…

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