>Vinha . 167

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>Por José Jordão Cruz | Eng. Técnico Agrário

Casta de uva Arinto

Esta casta de uvas brancas é a mais conhecida dos portugueses, pois cultiva-se praticamente em todo o País. Ultimamente, esta casta está sempre esgotada nos multiplicadores de plantas vitícolas, os chamados viveiristas, devido ao aumento da área a plantar desta casta, todos os anos.

Esta casta de origem portuguesa, também com a designação de Pedernã, é muito cultivada nas regiões do vinhos verdes, excepto na sub-região de Monção, aonde reina a casta Alvarinho.

A casta Arinto é muito importante na feitura de alguns vinhos brancos de renome, como por exemplo na região de Bucelas. Estes vinhos à base de Arinto, até como monocasta, são famosos desde há séculos. Até lhe chamam a “rainha de Bucelas”. Estando a região de Bucelas a registar esta marca a nível internacional e a publicitá-la, pois é uma garantia de valor acrescentado para o nosso país e para o mundo vinícola, o conhecido Arinto de Bucelas. É feito só de Arinto, monocasta.

Como dissemos, esta casta muito antiga, de qualidade excepcional, produzida na região dos vinho verdes, dá por exemplo vinhos frutados de grande excelência, é realmente uma casta tradicional, cada vez com mais potencial de qualidade.

A sua grande potencialidade reside também na sua grande aptidão para se adaptar a diferentes climas e solos. Podemos considerar uma casta nobilíssima, dando vinhos de grande elegância e de complexas virtudes, nomeadamente na sua evolução na garrafa.

Usa-se também como casta de lotes e faz um óptimo espumante, sendo os seus cachos grandes e os seus bagos médios ou pequenos, amarelados.

Esta casta abrollha mais tarde, cerca de 9 dias depois da Fernão Pires. Tem uma grande qualidade, pois as vinhas ou vinhedos têm uma grande capacidade de envelhecimento, conferindo assim uma grade personalidade aos seus vinhos.

As plantas de Arinto que também multiplicamos apresentam logo de início uma desorganização na sua folhagem, com folhas grandes, que se nota com mais nitidez com a planta adulta no local definitivo, ou seja na nossa vinha. Até se diz que é uma planta rebelde, no que concerne ao seu modo de cultivo.

Dizem os enólogos que é uma das castas brancas portuguesas de maior valor acrescentado.

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