O seu jornal mudou: Novo formato e periodicidade bimensal

Neste início de 2018, o Jornal da Golpilheira apresenta-se com nova cara aos seus leitores. As mudanças, ao final de mais de 21 anos de edições, surgem da vontade de fazer diferente, mas também da necessidade de tornar o projecto sustentável.

Como temos já partilhado com os nossos leitores, não é fácil para uma pequena freguesia como a Golpilheira manter um jornal mensal com as características que apresentamos. Durante mais de duas décadas, fomos conseguindo esse “milagre”, fruto da fidelidade dos nossos assinantes e, sobretudo, do apoio dos anunciantes regulares que, mês após mês, marcam presença nas nossas páginas. Já o dissemos também: a maioria não o faz como publicidade, mas sim como ajuda a este projecto que acarinha.

As dificuldades não são apenas nossas, pois toda a imprensa luta com o mesmo problema de ter cada vez menos meios de sustentação. No nosso caso concreto, em linhas gerais, podemos dizer que o jornal dava prejuízo em metade dos meses do ano e tinha de fazer receitas na outra metade para “tapar o buraco”. Eram sobretudo as edições de Páscoa, do aniversário do Jornal (Outubro) e do Natal que estavam a “aguentar o barco”.

A verdade é que a situação tem vindo a agravar-se e 2017 foi o ano de menor facturação dos últimos dez anos. Quase não deu para a despesa e até nos referidos meses de maior receita houve um decréscimo significativo. Assim, tivemos de ponderar soluções para não ter de fechar portas.

Depois de muita reflexão, a primeira decisão foi passar a fazer a edição apenas de dois em dois meses, reduzindo assim para quase metade as despesas de impressão e de expedição, que representam cerca de 800 euros mensais. Por outro lado, esta medida vem reduzir o tempo necessário para fazer o jornal, que tem sido assegurado, maioritariamente, pelo trabalho nos tempos livres do director e do director-adjunto. Assim, esta edição sai próximo do final de Janeiro, sendo as próximas no final dos meses de Março, Maio, Julho, Setembro e Novembro.

Mas não queremos baixar os braços. Assim, aproveitámos para melhorar a qualidade da edição, que surge agora com mais páginas, todas a cores, em papel de revista e formato agrafado. Esperamos assim compensar a oferta que fazemos aos leitores, assinantes e anunciantes, que passam a ter textos, fotos e anúncios mais “bonitos”. Dadas as novas características, vamos procurar privilegiar a imagem e reduzir os textos à informação essencial.

A assinatura mantém-se nos valores que estavam em vigor, pois, apesar de ser apenas bimensal, o jornal aumenta a qualidade e o peso, sendo também mais caros os serviços de impressão e de envio pelos CTT. Embora a assinatura continue a não chegar para cobrir estas despesas, fica mais próxima do equilíbrio. Apelamos ao pagamento atempado, se possível no início do ano em vigor, como é regra dos jornais e revistas, evitando assim a necessidade de cobrança. O pagamento poderá ser feito no bar do Centro Recreativo da Golpilheira, ou por transferência bancária para o NIB que está na ficha de assinatura, na penúltima página (enviar sempre comprovativo do nome do assinante). Ponderamos, também, terminar a oferta ou envio à experiência para empresas e instituições que não nos comuniquem o desejo de receber o jornal.

Tentaremos continuar a fazer o possível por oferecer conteúdos de interesse e a acompanhar a vida passada, presente e futura da Golpilheira e dos golpilheirenses, dentro e fora da freguesia, sobretudo no que diz respeito ao concelho da Batalha. Algumas notícias vão ter menor actualidade, à distância de dois meses, pelo que apelamos ao envio atempado das informações que pessoas e instituições queiram divulgar nas nossas páginas.

Paralelamente, vamos tentar manter maior actualidade através do nosso site (jornaldagolpilheira.pt) e das redes sociais como o Facebook, onde temos já disponível uma agenda de eventos da freguesia e da região.

Esperamos que os nossos leitores, assinantes e anunciantes compreendam a necessidade destas mudanças e continuem a apoiar este trabalho, que é feito, sobretudo, pelo amor à nossa terra e às suas populações.

O Director

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