Covid-19: Cuidado com a ajuda bem intencionada, mas perigosa

Covid-19: Cuidado com a ajuda bem intencionada, mas perigosa

Circulam na internet algumas campanhas de constituição de redes de solidariedade locais, que revelam o espírito de bondade e entreajuda entre as pessoas em momentos de aflição. No entanto, é preciso estar atento aos riscos de acções imponderadas.

De facto, estas redes de solidariedade poderão implicar sérios riscos, dado estar a promover-se uma forma de contacto indiscriminado e não controlado. Esta não é uma situação normal de crise, mas uma pandemia, cuja primeira forma de prevenção é evitar ao máximo o contacto social.

Assim, a melhor opção é a entre-ajuda em núcleos familiares restritos: pais, filhos, avós. Ai sim, devem optar por combinar entre si quem poderá fazer o papel de intermediário, ir às compras, etc. Sempre com o devido cuidado de higiene, restrição de toques e contactos.

Esta rede pode fazer sentido em relação às pessoas que vivam isoladas e sem familiares próximos. Mas, nesse caso, deverá haver uma liderança organizada da equipa, que identifique esses casos e organize os mediadores voluntários. Na minha opinião, deverá fazer-se isso através da Junta de Freguesia, em contacto com a rede social do Município. O primeiro passo é verificar se há quem esteja com essa necessidade de ajuda, ou disponibilizar uma linha para recolha de pedidos de ajuda, como é o caso da imagem abaixo (bom exemplo).

Portanto, aconselha-se a que não se ponham grupos de voluntários a andar de porta em porta, pois poderão estar a ser veículo de propagação de vírus entre os mais desprotegidos. É que basta o contacto com uma pessoa, que aparentemente até pode estar bem, para o levar a dezenas de outros indivíduos saudáveis!

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