Covid-19: Plano de Contingência na Misericórdia da Batalha aponta para resiliência e cuidado máximo no apoio a doentes e idosos

Covid-19: Plano de Contingência na Misericórdia da Batalha aponta para resiliência e cuidado máximo no apoio a doentes e idosos

A Santa Casa da Misericórdia da Batalha é das instituições do concelho que mais teme o possível contágio do novo coronavírus. Seja no Centro Hospitalar de Nossa Senhora da Conceição (Unidade de Cuidados Continuados), seja no apoio domiciliário habitual e aos utentes do Centro de Dia que agora está encerrado, trabalha sobretudo com doentes e idosos, pelo que uma eventual contaminação poderá significar uma tragédia. Assim, foi também das primeiras instituições a definir um Plano de Contingência, para evitar que isso venha a acontecer, ou agir com toda a segurança para evitar a propagação em escala, caso seja detectado algum caso positivo num utente ou colaborador.

Nesse sentido, estão em vigor as seguintes medidas:

1. Encerramento dos Serviços de Fisioterapia estritamente a utilizadores externos, mantendo-se o apoio reabilitativo a utentes internos;

2. Suspensão de visitas à Unidade de Cuidados Continuados e Unidade de Internamento de Proximidade Local;

3. Inibição de acesso a pessoas estranhas aos serviços, com a excepção a autoridades de saúde, protecção civil, bombeiros, ou em casos excepcionais a avaliar;

4. Suspender a actividade de Centro de Dia no Centro Comunitário, mantendo-se a componente assistencial no domicílio de cada utente, com apoio de alimentação, acompanhamento na toma dos medicamentos e tratamento de roupa quando aplicável;

5. Encerramento das consultas de ambulatório na componente de clínica geral;

6. Encerramento das consultas de fisiatria, terapia da fala e ocupacional para utilizadores externos;

7. Encerramento da recolha de análises clínicas para utilizadores externos;

8. Suspensão do registo biométrico da assiduidade passando a ser realizado através de registo manual;

9. Criação de duas “Linhas Verdes” de Atendimento Telefónico para o apoio às famílias e utentes da UCC, UIPL no CHNSC (244 769 431, das 14h00 às 17h00) e no Centro Comunitário para utentes de Centro de Dia e SAD (244 768 390), reforçando o contacto diário, num contexto de avaliação de situação dos utentes e de interacção com as famílias (com possibilidade de videochamada das 13h00 às 15h00);

10. Criação de rotinas diárias de desinfecção regulares de portas, maçanetas, corrimãos e interruptores e arejamento de espaços;

11. Desinfecção das mãos do pessoal do SAD antes de entrar na casa dos utentes e depois de sair e antes de pegar nos carros;

12. Restrição do número de colaboradores nos locais de refeição;

13. Cancelamento de novas admissões para a UIPL;

14. Disponibilização de 12 camas da UIPL para a RNCCI na tipologia de resposta de UCC de Média ou de Longa Duração;

15. Levantamento de 3 camas de reserva junto do Centro de Recursos e Ajudas Técnicas do Município da Batalha;

16. Suspensão de cerimónias religiosas na UCC;

17. Fomento da entreajuda – mobilidade interna de colaboradores dos serviços com atividade reduzida (Centro de Dia, Fisioterapia, Ambulatório, etc.) para outros serviços ou valências com necessidades urgentes de reposição de recursos humanos, em função dos perfis de competências dos colaboradores;

18. Reforço de formação aos trabalhadores com instruções regulares acerca de medidas de prevenção a adoptar.

Além destas medidas, houve uma reorganização interna dos serviços, avaliação de serviços e escalas de trabalho, férias e até funções do pessoal, criação de condições técnicas para serviço preferencial por telefone e acompanhamento permanente entre colaboradores, utentes e familiares, adaptação a materiais descartáveis e modos de proceder que garantam menores riscos de contaminação, criação de salas de isolamento, formação aos utentes sobre regras e cuidados de higiene e protecção, etc.

Com este programa em vigor e procurando sempre manter a “responsabilidade social no apoio aos mais idosos, população mais frágil e mais exposta aos danos que o vírus pode provocar”, o provedor, Carlos Monteiro, reconhece que nunca teve pela frente uma “batalha como esta” e que os colaboradores estão receosos, fatigados e alguns exaustos. No entanto, acredita que “são momentos como estes que nos tornam mais resilientes e mais solidários, e se redescobrem as nossas forças numa luta incessante contra o mal”, pelo que a palavra de ordem é “não desistir”, além de um constante agradecimento pela dedicação e esforço dos colaboradores e alguns voluntários e benfeitores.

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