>EDITORIAL | Saber, para fazer

>EDITORIAL | Saber, para fazer

>Uma das principais condições para um trabalho frutuoso é o conhecimento da matéria em causa, dos instrumentos a usar, da finalidade do produto e, por norma, dos parceiros que connosco o executam. Quando falta um destes factores, é previsível que o resultado da nossa acção não seja perfeito ou não se adeqúe ao fim pretendido. É preciso saber, para fazer. Ou melhor, é preciso saber bem, para fazer bem.
É, por isso, de louvar a iniciativa da Câmara Municipal de adoptar as normas da Agenda 21 Local, que visam, precisamente, planear estrategicamente a acção social no seu todo, harmonizando em cada vector de decisão o conjunto das áreas da protecção ambiental, do crescimento económico e da promoção cultural. Chama-se a isso “desenvolvimento sustentado” e é só por aí que se atinge o objectivo do progresso humano, tanto pessoal como comunitário.
O primeiro passo foi, precisamente, o de adquirir o conhecimento da realidade social que se vai trabalhar, estudar os instrumentos disponíveis para o fazer, definir os objectivos urgentes e prioritários, e contactar os parceiros sociais que trabalham, diariamente, no mesmo terreno, a começar pelos próprios cidadãos.
Com esse diagnóstico feito, torna-se mais facilitada a tarefa de gerir o desenvolvimento local, em coordenadas orientadas pelo mesmo padrão e num concerto de sinergias previamente garantidas.
Nunca saberemos tudo, mas sabemos agora mais do que sabíamos antes. Temos, portanto a obrigação, não de fazer perfeito, mas de fazer hoje melhor do que fazíamos ontem.

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