>Feira Medieval da Batalha apontada ao futuro

>Feira Medieval da Batalha apontada ao futuro

>Reconstituição da Batalha Real de 1385

De 13 a 15 de Junho, a Batalha vai voltar ao ano de 1385, com uma recriação histórica do ambiente e da vida quotidiana medieval. O ponto alto será a reconstituição da própria Batalha Real, com cerca de 80 “combatentes”.

O campo do Crasto, por detrás da zona desportiva da vila da Batalha, recebe, de 13 a 15 de Junho, um evento que promete captar a atenção do público. Sob o nome “Batalha Medieval – 1385”, será uma grande produção que reconstituirá a mística do ambiente vivido no período medieval, com particular incidência para a recriação da Batalha Real de 14 de Agosto (posteriormente conhecida como Batalha de Aljubarrota), com mais de 80 figurantes, metade dos quais locais.
Com um orçamento de cerca de 60 mil euros, a organização é da Ordem da Cavalaria do Sagrado Portugal (OCSP), contando com o apoio do Município da Batalha, da Fundação Batalha de Aljubarrota (FBA), das entidades Passado Vivo e Recrear História, e ainda do Governo Civil de Leiria, do Turismo de Portugal e da empresa Impornogueira.
O evento foi apresentado em conferência de imprensa, no passado dia 16 de Maio, e promete “fazer reviver o quotidiano deste acontecimento marcante para a história de Portugal, bem como para o surgimento desta vila”, como salientou Alexandre Cabrita, da OCSP, adiantando que se pretende sobretudo “uma actividade para toda a família, com um programa diversificado e de fácil acesso, onde haverá a participação de associações e escolas do Concelho”. Para tal, durante estes três dias, haverá animação diversa, com artes circenses, música itinerante, um grande mercado etnográfico, tavernas e tasquinhas, torneios a cavalo e combates apeados, demonstrações de falcoaria, apontamentos históricos e gastronómicos, trabalhos artesanais e de cantaria, actividades interactivas com o público, em oficinas de artes militares, danças tradicionais e música medieval, e ainda uma zona infantil com insufláveis, jogos e outras propostas.
O ponto alto do programa será, claro está, a reconstituição da Batalha Real, ou de Aljubarrota, no sábado, dia 14, pelas 21h30, com cerca de 80 figurantes nacionais e internacionais, sendo cerca de metade recrutados na nossa região. A colaboração local é, aliás, uma das preocupações da organização, pois pretende-se também “uma vertente pedagógica do evento, na promoção cultural e artística da história, o que só é verdadeiramente conseguido quando as crianças, jovens e adultos não são meros espectadores, mas participam activamente na sua realização”, referiu Alexandre Cabrita. Assim, no total dos cerca de 150 figurantes, cerca de 80 vêm das escolas e associações do concelho da Batalha e zonas limítrofes. “Os nossos voluntários virão trajados com todo o rigor histórico, enquanto aos locais, responsáveis pelo seu próprio guarda-roupa, apenas exigimos alguns requisitos obrigatórios de indumentária e uma pequena formação sobre a sua participação; mas consideramos mais importante o envolvimento das pessoas do que o absoluto rigor histórico, sobretudo nos espaços mais ‘informais’ da feira, como as tasquinhas de comércio e gastronómicas”, adianta aquele responsável. Daí que até aos visitantes seja sugerido que, caso o desejem, enverguem alguma peça de vestuário adequada à época medieval, de modo a “entrarem mais activamente no espírito do evento”. A própria escolha da data, em Junho em vez de Agosto, visou potenciar a participação das escolas, que estariam fechadas naquele mês, ao mesmo tempo que evita a sobreposição com a feira medieval que já se realiza em Aljubarrota anualmente a 14 de Agosto.

Potencial turístico
Alexandre Patrício Gouveia, presidente da FBA, salientou, na mesma apresentação, o potencial turístico deste tipo de eventos, como são exemplo algumas realizações do género por toda a Europa. “São espectáculos de qualidade, para um público cada vez mais exigente e com maior formação cultural”, e neste caso concreto, “dada a importância desta data e deste local para a história nacional e internacional, prevemos um grande sucesso da iniciativa e um posterior alargar do seu âmbito aos concelhos vizinhos, sobretudo Porto de Mós e Alcobaça, bem como a outras regiões do País e mesmo estrangeiro”, afirmou.
Também António Lucas, presidente da autarquia, manifestou o seu optimismo em relação à actividade, salientando que “este primeiro ano servirá de teste, mas esperamos que este se torne um evento anual de especial relevância na programação cultural do concelho”. O autarca lembrou a aposta que o executivo tem vindo a fazer na “promoção de rotas turísticas de qualidade, para dinamizar e dar a conhecer a nossa história e património cultural”, esperando que este seja mais um desses exemplo, inclusive, com “a conquista de parcerias e nível regional e nacional” nesse sentido.
Para tal, irá ser feita uma ampla divulgação junto das escolas de todo o distrito de Leiria e em diversos meios de comunicação a nível nacional.

Horários e acessos
A abertura será na sexta-feira, dia 13, pelas 18h00, com um torneio a cavalo, ficando o recinto aberto até às 24h00. Este será também o horário do dia seguinte, onde se destaca, como referimos acima, a reconstituição da Batalha, pelas 21h30. No domingo, a feira abre às 12h00 e encerra às 18h00, destacando-se, pelas 16h00, o “recontro final”, uma demonstração de lutas medievais pelos colaboradores do Passado Vivo.
O acesso ao recinto faz-se pela estada que liga a zona desportiva da Batalha à Faniqueira, servindo de estacionamento os parques juntos ao pavilhão multiusos.
As entradas diárias têm o preço de 3 euros por adulto e de 2 euros por criança (dos 5 aos 14 anos), mas haverá diversas promoções, mediante a apresentação do folheto ou recorte da publicidade do evento na imprensa: entrada grátis a uma criança ou a um adulto, na compra de dois bilhetes de adulto. O pagamento poderá ser feito por cartão multibanco.

Luís Miguel Ferraz

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