>A solidariedade está activa na paróquia

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> À conversa com Francisco Frazão, das Conferências Vicentinas

 A Sociedade de São Vicente de Paulo, também conhecida por Conferências de São Vicente de Paulo ou Conferências Vicentinas, é um movimento católico de leigos que se dedica a fazer a caridade. Os membros desta sociedade aliviam as necessidades sociais e económicas dos mais desfavorecidos.

Foi criada em França em 1833 por um grupo de jovens universitários liderados por Frédéric Ozanam. Optaram por São Vicente Paulo como patrono, pois este era conhecido como o Pai da Caridade, que se dedicava aos pobres e aos infelizes sob o lema “A caridade é inventiva até ao infinito”. Sensibilizados com a miséria da cidade de Paris, doavam parte da sua mesada aos mais carenciados.

Actualmente, é uma associação sem fins lucrativos com dimensão internacional, cuja sede se situa em Dublin. Rege-se por 114 artigos escritos no livro de estatutos – Regra – que definem os objectivos, métodos e actividades a serem desenvolvidas. Actividades que se focam essencialmente na assistência médica e farmacêutica, assistência na solidão e alimentação quando há necessidade.

A sua organização assenta num Conselho Geral que se ramifica em estruturas de Conselho Nacional, Conselho Metropolitano, Conselho Central, Conselho Particular e Conferência (equipa local).

O trabalho na Batalha

O Conselho Central de Leiria tem vários conselhos particulares, sendo um deles o da Batalha. Foi fundado em 1937 por um grupo de jovens da Batalha, Rebolaria e Brancas.

A Conferência Vicentina da Batalha é presidida há alguns anos por Francisco Frazão Ferreira e conta com 14 colaboradores, quatro deles da freguesia da Golpilheira. Este grupo reúne-se uma vez por mês, no Centro Paroquial da Batalha, a fim de discutir as actividades realizadas e programadas, depois de feita a oração inicial.

Uma vez por mês, o grupo de batalhenses desloca-se até ao Banco Alimentar e distribui cabazes alimentares por 24 famílias da freguesia da Batalha e mais meia dúzia na freguesia da Golpilheira. Segundo o presidente, “por vezes, estes alimentos não são suficientes e a Conferência adquire mais, com a ajuda monetária dos elementos que a formam e de todos aqueles que contribuem de qualquer forma”.

A situação familiar dos potenciais necessitados é analisada pelo Movimento e por assistentes sociais, quando necessário. “Estas famílias são, na maioria das vezes, vítimas de desemprego, de doenças ou mesmo de fenómenos como a toxicodependência ou a prostituição”, refere Francisco Frazão. Para além da alimentação, “também ajudamos na construção de habitações ou no empréstimo de cadeiras de rodas e outros bens”. E uma coisa é certa: “nota-se o crescimento dos pedidos de ano para ano”.

O presidente da Conferência da Batalha considera que “ainda estamos perante uma sociedade que pouco contribui para o bem-estar dos outros”, sendo importante sobretudo “sensibilizar os mais jovens para esta prática da caridade”. Para tal, as Conferências Vicentinas estão de portas abertas a todos os que se queiram juntar a elas. Porque a pobreza existe, e não é apenas na época natalícia…

Ângela Susano

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