Retomámos a catequese na Golpilheira

Retomámos a catequese na Golpilheira

Tal como a escola, também a catequese da nossa paróquia reiniciou os seus encontros presenciais, na última semana de Setembro. Também aqui se procuram garantir todos os cuidados de prevenção da saúde, sobretudo a higiene e desinfecção de pessoas e espaços, o maior distanciamento entre todos e o uso de máscaras pelos adultos e as crianças a partir do 5.º ano.
Na Golpilheira, temos cerca de 150 crianças e adolescentes nos 10 anos de catequese. Como se exigem espaços maiores, foram feitas algumas obras, nomeadamente, a conversão de duas pequenas salas numa mais ampla, no anexo da igreja, e a construção de três novas salas e uma casa de banho dentro do piso superior do salão de festas. Além disso, dois grupos irão ter os seus encontros em espaços adaptados no salão de festas da igreja de São Bento e um outro ocupará a sala do piso inferior da Junta de Freguesia, gentilmente cedida enquanto for necessário. Fica, assim, garantida uma sala individual para cada grupo, evitando a partilha de espaços, mobiliário, etc., um importante reforço de segurança relativamente a um possível contágio.

Contas da igreja
Segundo a Comissão da Igreja da Golpilheira, estas obras implicaram um investimento de cerca de 15 mil euros. “Foi um esforço adicional em tempos já difíceis, uma vez que as receitas, sobretudo das festas, desapareceram”, refere um dos membros. Acrescenta, ainda, que “as contas estavam a ficar equilibradas e já só faltava pagar 30 mil euros, metade do empréstimo recebido em 2016 para as obras da igreja, o que estava previsto para este ano, se tudo corresse como normal; assim não vai ser possível ainda”.
Prevista até final deste ano está a colocação dos quatro restantes painéis de vitrais, mas “essa despesa, num valor próximo dos 50 mil euros, já estava orçamentada e só avançou porque venceu o orçamento participativo de 2017, no valor de 30 mil euros”. A parte da igreja, cerca de 20 mil euros, já está paga “e também grande parte do restante valor, pois o trabalho teve de ser pago antecipadamente em 80% e a Câmara Municipal só disponibilizará a verba no final de estar a obra completa, apesar de ter já em seu poder a factura e o recibo desse pagamento”. A demora deveu-se à complexidade da execução desta obra de arte, desde a pintura original de Sílvia Patrício, à criação da estrutura metálica de suporte e ao trabalho exigente do Atelier Vitrais Portugal.
É por este investimento antecipado que “não tem sido possível pagar o restante do empréstimo e também não ter avançado ainda a reconstrução da escadaria e rodapé da fachada principal da igreja, cuja pedra já está no local”. Esta fase final das obras da igreja, que se arrastou pelos últimos quatro anos, “estará para breve”, garante a Comissão.
Resta esperar pelo regresso da “normalidade”, para que possam voltar a realizar-se os eventos que trazem receitas para estas obras. Para já, “além destes projectos em curso, não é possível planear mais nada”.

LMF

Partilhar/enviar/imprimir esta notícia:

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.