Bombeiros Voluntários da Batalha festejam 43.º aniversário

Bombeiros Voluntários da Batalha festejam 43.º aniversário

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Concelho da Batalha assinalou, no passado dia 18 de Abril, o 43.º aniversário da sua fundação.
Sem grandes festejos, dada a situação de pandemia que vivemos, o dia iniciou-se com o hastear das bandeiras no quartel, seguindo-se uma romagem ao cemitério da Batalha. Ao final da manhã, uma sessão solene frente ao quartel serviu para enaltecer o papel que esta associação tem desempenhado ao longo destes anos no serviço à população concelhia, bem como para algumas promoções e condecorações.

©DR
2020 dá mais prejuízo

Em assembleia geral do passado dia 21 de Maio, foram aprovadas as contas da associação relativas a 2020, um ano marcado pela pandemia, cujos efeitos se fizeram sentir de forma “pesada” na sua actividade e nos resultados apresentados.
Segundo o relatório da direcção, foi especialmente notória a “quebra de receita do transporte de doentes e o aumento dos encargos salariais”. Ainda assim, foi feito algum investimento em formação profissional, rádios Siresp, equipamentos de protecção individual, equipamento informático e alguns melhoramentos nas instalações. A corporação recebeu, ainda, uma nova viatura ligeira de combate a incêndios, oferecida pela empresa Calzedonia. A obra de maior vulto, financiada pela Câmara da Batalha, foi a substituição do telhado do pavilhão e respectiva instalação eléctrica, que estava já planeada para este ano. Embora com todas as condicionantes dos tempos que vivemos, a associação “continuou, dentro das possibilidades económicas, a corresponder às solicitações do comando no que se refere aos meios humanos e também à manutenção e melhoria da operacionalidade dos Bombeiros da Batalha.
As receitas situaram-se nos 634 mil euros, menos 35 mil do que em 2019, e as despesas em cerca de 763 mil euros, mais 40 mil do que no ano anterior. Contas feitas, regista-se um saldo negativo de cerca de 129 mil euros, dos quais 63 mil euros correspondiam a reembolsos já transferidos no início de 2021. “O aumento de salário mínimo e o consequente aumento dos funcionários influenciaram também negativamente os resultados” refere a direcção, sublinhando que “apesar da diminuição da despesa em fornecimentos e serviços externos, o que mais influenciou o resultado negativo foi a quebra de receitas em transporte de doentes e em serviços de INEM e a inexistência de eventos”. Assim, para cumprir compromissos assumidos e manter as contas a fornecedores em dia, “foi necessário mobilizar valores das aplicações financeiras, sendo intenção da direcção efectuar a sua reposição de modo a que exista maior segurança financeira na Associação”.
Além dos apoios da autarquia e outras instituições, a direcção agradeceu alguns donativos particulares, apesar de em menor número do que em anos anteriores.
Uma nota especial foi dada sobre a “Loja Social, uma vertente importante desta associação, tanto mais em tempos de dificuldades como foi o ano 2020”, sublinhando-se “o papel de todas as voluntárias e das coordenadoras, permitindo minorar as dificuldades das pessoas em situações mais vulneráveis”.
LMF

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