Editorial 269: Já com 25 anos completos

Editorial 269: Já com 25 anos completos

Ainda me lembro bem da “loucura” que foi fundar um jornal na Golpilheira. Só mesmo a irreverência (e inexperiência) dos 25 anos de idade podem explicar tal decisão. Na altura com outro jovem, o Adélio Amaro, que queria fazer o mesmo pela Barreira, decidimos unir esforços e nasceu, em Setembro (n.º 0) e Outubro (n.º 1) de 1996, o “Das Duasuma” (muitos dos actuais leitores ainda se lembrarão disso). E ainda me lembro de quem tenha avisado que a “loucura” ia durar pouco tempo, que era coisa para dar muito trabalho e pouca (ou nenhuma) compensação. Em parte, era verdade.
Ainda me lembro bem da “loucura” que foi decidir tornar o projecto independente, só para a nossa freguesia. Já não era tão jovem (e já mais experiente), em Janeiro de 2001, quando saiu a primeira edição do “Jornal da Golpilheira”. E ainda me lembro de ter voltado a ouvir o aviso de que a “loucura” ia durar pouco tempo, que a freguesia era pequena demais para isso (até em termos de leitores e financiadores), que iam faltar acontecimentos que o justificassem, que ia dar muito trabalho e pouca (ou nenhuma) compensação. Em parte, voltava a ser verdade.
A parte da verdade é que, de facto, a compensação, comparada ao trabalho que dá, é menos do que nenhuma. Ao fim de 25 anos, estamos praticamente com o mesmo dinheiro com que começámos: nenhum. Mas vão-se pagando as contas. A compensação verdadeira, essa, vem apenas do carinho e do incentivo dos assinantes e anunciantes que nunca desistiram de apoiar a causa. E só por isso vale a pena.
Mas não era verdade que a freguesia fosse pequena ou não acontecem coisas suficientes… o difícil, sempre, é arranjar espaço para tudo o que queríamos publicar. Porque a Golpilheira é “grande”, cheia de vida, e não apenas no seu espaço territorial, já que os golpilheirenses participam da vida social, cultural, desportiva e humana de todo o concelho, do país e até pelo mundo fora.
Também não era verdade que “ia durar pouco tempo”. Ao fim de 25 anos completos, cá estamos. Já não só no papel, mas com uma presença cada vez mais activa no digital, seja no sítio jornaldagolpilheira.pt, seja nas redes socias como Facebook, Twitter e Instagram. Não sabemos se o futuro passará por ficarmos só por aí, que o papel dá o dobro do trabalho e quase toda a despesa… mas, por enquanto, cá estamos, ao fim de 25 anos completos.
Este ano de caminhada para as “Bodas de Prata” deveria ter sido de festa. A pandemia e outros condicionantes não deixaram. O falecimento precoce do nosso director-adjunto, o saudoso Manuel Rito, em Junho do ano passado, foi um dos que mais nos abalou, nos desmotivou e nos tirou a vontade de festejar…
Mas nunca é tarde para celebrar e é isso que contamos fazer durante este próximo ano, já com os 25 completos. O Almoço dos Amigos do CRG, no próximo dia 7 de Novembro, será a primeira ocasião festiva, também e sobretudo por via da homenagem ao Manuel Rito. Mas haveremos de o recordar mais vezes, estando a preparar uma iniciativa cultural para o aniversário da sua morte, em Junho de 2022. Para essa data contamos ter também pronto um livro sobre a história da Golpilheira, onde não faltarão textos por ele escritos, entre autores como o historiador Saul Gomes e o investigador Joaquim Santos.
Nesta edição e nas próximas iremos, ainda, apresentar algumas rubricas de regresso ao passado, que nos ajudarão a recordar a história e o caminho feito pelo Jornal e, principalmente, pela Golpilheira.
Quem nos segue no site e nas redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter), também verá algumas surpresas, como ofertas (“giveaway”), prémios e outras surpresas com alguns parceiros e amigos.
A principal festa, no entanto, será a que cada um dos nossos leitores possa fazer ao receber cada edição do jornal em sua casa. Só essa interessa. E só quando essa acabar – ou quando nos faltar a força ou o engenho – poderemos dar por terminada esta nossa história, já com 25 anos completos.
A si, que está de jornal na mão, o nosso brinde!

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