“FIRE UP crew” – hip hop & love : Da Golpilheira até Agen, em França

“FIRE UP crew” – hip hop & love : Da Golpilheira até Agen, em França

O hip hop, enquanto cultura urbana, surgiu em 1970 nas comunidades periféricas de Nova York, como forma de manifestação cultural através da dança, música e arte urbana. Esta modalidade foi ganhando cada vez mais expressão ao longo dos anos e expandiu-se para o mundo inteiro. Hoje em dia, o hip hop é um género popular e abrangente, com diversas vertentes e escolas, é mais diverso, inovador e experimental.

Nos contornos da sua acção colectiva, e não fugindo à regra “mainstream”, o Centro Recreativo da Golpilheira tem vindo a dinamizar esta actividade recreativa, na modalidade da dança, já desde há alguns anos, dando lugar à congregação de turmas ou grupos de jovens praticantes. “FIRE UP crew” é, precisamente, um destes grupos. Actualmente, é constituído por cerca de 8 elementos, jovens bailarinas entre os 16 e os 18 anos, que praticam a modalidade de dança desportiva/recreativa de hip hop desde, sensivelmente, 2010, algumas destas meninas um pouco antes.
São actualmente coreografadas pela professora Alexandra Almeida, mas faça-se também menção, pela importância que representam a título pessoal, tanto à professora Liliana Ramos quanto ao professor David Brás, mentores fundamentais neste projecto local desportivo e recreativo, que durante muitos anos partilharam com elas esta aventura desportiva.
Mas se há bem pouco tempo tinham apenas 6, 7 e 8 anos de idade, 10 anos volvidos, estas jovens bailarinas podem olhar para trás orgulhosas dum percurso que se pauta por participações em diversos torneios, encontros de dança e inúmeras apresentações, não só no distrito, mas também muito fora dele. Um percurso que é sobretudo marcado pelo espírito de equipa, de união e resiliência, que foi, sem sombra de dúvidas, conformando a sua identidade pessoal e social, e que é, igualmente, um bom pretexto para a convivência saudável também entre pais. É por isso a prática de uma modalidade que ainda vai sendo possível conciliar com a carreira de estudantes, algumas já universitárias, mas que, como é normal, é também um ciclo que se aproxima do seu término.

Hip Hop World Championhips 2021

No âmbito de mais uma participação deste grupo numa competição, desta feita, no “Hip Hop Unite Portugal”, cuja missão instiga à competição saudável, justa e profissional da comunidade da dança na modalidade/estilo hip hop, que decorreu na Sociedade Filarmónica 1.º de Maio, no Montijo, no dia 6 de Junho deste ano, resultou o apuramento do grupo “FIRE UP Crew” para a fase seguinte do campeonato. Desta forma, irão representar Portugal, o município da Batalha, a freguesia da Golpilheira e o próprio CRG, na categoria de “Juniors”, no “Hip Hop Unite World Championships 2021”, que irá decorrer em Agen, França, de 25 a 27 de Novembro deste ano.

Iniciativas

Por forma a angariar fundos para esta participação, as “FIRE UP crew”, dinamizaram já algumas iniciativas como a venda de rifas de cabaz (sorteado no passado dia 26 de Setembro no CRG, rifa sorteada n.º 165), venda de rifas de prémio (a sortear no dia 30 de Outubro, no CRG) e vendas do “Bolo da Festa”, nas imediações da igreja da Golpilheira. A expectativa é a de que estas iniciativas de angariação prossigam, sobretudo aqui na freguesia, contando com o apoio e com a receptividade dos familiares e da população local em geral. Culminará com um evento deslumbrante e surpreendente de moda, dança, música e festa, no dia 20 de Novembro, integrado no desfile de moda de Fátima Cruz, no programa do Mês Cultural do CRG, para o qual, desde já, se convida a população.

E no fim de contas…

Há um inevitável “friozinho na barriga” transversal a todas as jovens do grupo, seja pela responsabilidade de representar condignamente Portugal, o município da Batalha, a freguesia da Golpilheira e o CRG, seja pela expectativa duma experiência que já é, e que se adivinha ainda mais, humanamente enriquecedora. O clima no grupo é de nervosismo, mas é também de esforço salutar em ultimar detalhes coreográficos com a professora Alexandra, em angariar fundos suficientes que possibilitem a equidade entre os elementos da comitiva de viagem, e todos os outros pormenores implícitos. Na realidade, carregar o nome da Golpilheira além-fronteiras para uma final mundial é um contributo sólido na expressão daquilo que aqui se faz de bom e de bem, mas cujo esforço não é, muitas vezes, evidente.
O que esperam estas jovens? As “FIRE UP crew” esperam estar à altura do desafio e que este feito possa servir de inspiração a tantas outras demandas futuras. É que, quando “o sonho comanda a vida”, a superação acontece e chega-se a algo melhor do que aquilo que se conhece.
E parabéns ao Jornal da Golpilheira, a celebrar os 25 anos, por também sonhar assim e apoiar a divulgação desta iniciativa!
A. Portugal

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