Golpilheira já tem monumento aos Combatentes

Golpilheira já tem monumento aos Combatentes

A Junta de Freguesia da Golpilheira inaugurou, no passado dia 8 de Dezembro, um monumento em homenagem aos que serviram e combateram pela pátria nos vários conflitos em que esteve envolvida, sobretudo na I Grande Guerra e nas várias frentes da Guerra Colonial.

O presidente da Junta de Freguesia, José Carlos Ferraz, referiu na ocasião que este “era um pedido feito há alguns anos” e que agora foi possível concretizar “com apoio do Município e do Núcleo da Batalha da Liga dos Combatentes”. Fica, assim, assinalada a memória e “a nossa gratidão aos golpilheirenses que lutaram, sofreram, foram feridos ou faleceram em combate, ao serviço da nação”.

Na cerimónia de inauguração estiveram algumas entidades civis e militares convidadas e uma representação da Liga dos Combatentes. O presidente do Núcleo da Batalha, António Evaristo, congratulou a Junta da Golpilheira “pela iniciativa de um padrão de homenagem aos que um dia foram afastados da família para defenderem a pátria, se necessário com o sacrifício da própria vida”, e também a Câmara da Batalha pelo apoio e “por ter, assim, feito o pleno de ter em cada uma das suas quatro freguesias um monumento de reconhecimento aos seus combatentes”.

Ver álbum de fotografias da sessão inaugural

“É muito importante fazer memória e preservar o legado da nossa história”, referiu Raul Castro, presidente da Câmara, lamentando que “hoje se assista a uma tentativa de ocultar o passado, de passar uma borracha sobre alguns acontecimentos, como se não tivessem ocorrido ou como se nos envergonhássemos deles”. O autarca frisou que “este monumento é uma forma de lembrar e agradecer o serviço que muitos nossos conterrâneos prestaram ao País, em nome de todos nós, alguns mesmo contra sua vontade, mas honrando o dever de defesa da Pátria”, e que “devemos aproveitá-lo para ensinar aos filhos e netos o que foi a nossa história e o sacrifício dos que a fizeram”.

Cerca de duas dezenas de golpilheirenses desafiaram a manhã chuvosa para marcar presença, alguns deles ex-combatentes. E até a chuva fez um intervalo enquanto durou a sessão, voltando forte logo a seguir, como que a lembrar que a bonança que agora vivemos deve ser celebrada como bem precioso, conquistada após duro esforço de alguns e sem garantias de ser uma trégua permanente.

Inaugurado no dia da Padroeira de Portugal

Foi também significativa a data da inauguração do monumento, no dia em que se comemora Nossa Senhora de Conceição, coroada como Rainha e Padroeira de Portugal por D. João IV, em 1646.

Luís Miguel Ferraz

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