>Portugal sem fogos depende de todos

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>Ministro de Estado e da Administração Interna em Leiria

No passado dia 1 de Maio, o ministro de Estado e da Administração Interna, António Costa, veio ao parque de estacionamento do estádio municipal de Leiria apresentar o dispositivo operacional do Distrito para o combate aos incêndios. Na aproximação da época de maior risco de fogos florestais, o ministro fará uma ronda por todos os distritos do País, em acções de sensibilização para a responsabilidade social de todos para a prevenção deste flagelo e de verificação dos meios disponíveis para o combate às chamas.
Em termos de planeamento nacional, a “Fase Bravo” estende-se de 15 de Maio a 30 de Junho e a “Fase Charlie”, em que a intervenção é mais intensa, vai de 1 de Julho a 30 de Setembro. Nove mil homens e mulheres estarão no terreno, desde bombeiros, que constituem a coluna vertebral do dispositivo, até militares da GNR, sapadores das mais variadas origens, equipas profissionais de canarinhos helitransportadas, equipas do INEM, etc.
O ano de 2006 correu melhor do que os anteriores, em termos de área ardida, mas esta é uma batalha que não tem fim, que nunca está ganha e que não permite qualquer tipo de descanso. Assim, para o ano de 2007, o Estado voltou a reforçar os meios disponíveis para combater incêndios. Pela primeira vez, Portugal dispõe de meios aéreos próprios – dez helicópteros – que estarão em serviço permanente.
Cada distrito do continente dispõe de um dispositivo próprio, não apenas dentro da sua área de influência, mas também onde for necessário, no esforço de entreajuda nacional perante a tragédia. Mas é, sobretudo, preciso que todos os portugueses entendam que cada cidadão é uma peça essencial neste combate sem tréguas contra os incêndios e todos os malefícios a eles associados. Todos nós devemos ter consciência que fazemos parte desse “exército”, desde logo, evitando todo o tipo de comportamentos de risco, que são responsáveis pela esmagadora maioria dos incêndios em Portugal, como sejam fumar na floresta, deitar ‘beatas’ acesas para o chão, fazer churrascos perto de zonas florestais, trabalhar com máquinas no campo, lançar foguetes, etc. São pequenos gestos como estes, muitas vezes sem consciência do mal que se pode provocar, que originaram nos últimos anos muitos milhares de hectares de florestas perdidos, dezenas de mortes e muitas casas destruídas.

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