>Golpilheira – Festa em honra do Senhor dos Aflitos

>Golpilheira – Festa em honra do Senhor dos Aflitos

>Realizaram-se, nos passados dias 4, 5 e 6 de Agosto, os tradicionais festejos anuais, em honra de Nosso Senhor dos Aflitos. Este ano, a Comissão de Festas foi constituída pelos “jovens nascidos no ano de 1957”. A esta comissão, juntaram-se muitas pessoas, às quais esta comissão agradece, tanto na preparação do arraial, que é um dos mais bonitos da região, como nos dias dos festejos, nos diversos serviços imprescindíveis para o bom funcionamento dos mesmos.
A preparação dos festejos começou no dia em que foi entregue a “Bandeira”. Ao longo do ano, seguiram-se algumas reuniões, com o objectivo de alinhavar todos os pormenores. Estávamos conscientes que os dias de mais afazer, depois de preparada alguma ornamentação, as prendas para a quermesse, a venda de rifas, a angariação de patrocinadores, eram os quinze dias antes da festa, para além dos três dias dos festejos. Nesta organização, apesar de sermos muitos, é normal que, por diversas razões, alguns tivessem maiores responsabilidades que outros.
O primeiro sinal dos festejos foi dado com a colocação do “mastro”. No entanto, na última semana, foi visível a presença da maioria dos componentes da Comissão de Festas. Nestes trabalhos, não podemos esquecer a grande ajuda da Comissão da Igreja da Golpilheira, que sempre esteve ao nosso lado. Um dos dias mais marcantes desta preparação é a ida à murta, para fazer o cordão, que tanto embeleza o nosso arraial. Na quarta-feira, antes da festa, e como tem sido tradição, pelas cinco da manhã, e chamados por meia dúzia de foguetes, partimos cerca de três dezenas de pessoas rumo ao pinhal perto da Moita. Chegados ao local, ainda mal se via, começou a procura desta planta que começa a escassear. Moita aqui, moita ali, fomos enchendo a carroçaria dos carros. Foram ainda algumas horas de azáfama. Depois de comidos os bolos e a “bucha”, regressámos a casa felizes e contentes, porque mais uma etapa estava concluída. À noite, com a colaboração de muita gente, iniciou-se a construção do cordão, que continuou e terminou na quinta-feira à noite. Neste mesmo dia, colocaram-se os arcos na estrada principal. Na sexta-feira iniciou-se o embelezamento do arraial que terminou às tantas. No sábado foram os retoques finais, para que tudo estivesse preparado para os três dias de festejos.
Como todas as festas, esta não foge à regra, são compostas pela vertente litúrgica e pela vertente profana. Uma completa a outra. No sábado, à tarde, tivemos a abertura da quermesse, do bar, restaurante e café d’avó. A animação esteve a cargo do conjunto musical “Sons da Brisa”.
No domingo, ponto alto dos festejos, depois da recolha dos andores, com o grupo musical “Os Triunfantes”, seguiu-se a Missa Solene, com a igreja e andores dos Santos bem ornamentados com flores muito bonitas, cuja responsabilidade ficou a cargo de Lurdes Lucas, e o seu arranjo por Albertina Pragosa. Os cânticos, na Missa Solene, estiveram a cargo do Coro da Golpilheira. Integrada na Missa, realizou-se a tradicional procissão, este ano, por razões que desconhecemos e que só o padre José pode explicar, sem a presença do Santíssimo e do pálio, o que provocou surpresa a muitas pessoas que notaram a sua falta. No início da tarde, actuou o rancho folclórico “As Lavadeiras do Vale do Lena”, do nosso Centro Recreativo, terminando o serão com a actuação do conjunto musical “FV Music”.
Na segunda-feira, último dia de festa, depois da tradicional alvorada, seguiu-se a reabertura do arraial, à tarde Missa Solene, por intenção de todos os que colaboraram nos festejos. Não faltaram as tradicionais corridas de frangos, quebra de panelas e corrida de cântaros. Actuou neste serão a “Banda Kroll”.
O som destes festejos esteve a cargo de F. S. Mendes Produções. Durante os mesmos decorreram torneios de setas, tiro ao alvo e os jogos do rato e do prego. Funcionou um magnífico bar, restaurante, café d’avó e quermesse.
Antes do fogo de artifício, procedeu-se à entrega da “Bandeira”, que foi segura pelo senhor Henrique Silva, mais conhecido por Henrique “Catroze”, tomando assim a responsabilidade da organização dos festejos para o ano de 2008. Para além do apoio que irá ter por parte da sua família, é também obrigação de todos nós ajudarmos, para que esta tradição não se perca na nossa terra. Os festejos encerraram com uma monumental sessão de fogo de artifício, a cargo de Armando Matos.
A Comissão de Festas agradece a todas as pessoas, empresas e entidades oficiais, que de alguma maneira contribuíram para que estas festas fossem um sucesso.
Manuel Carreira Rito

(Fotos na edição de papel)

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