>Batalha medieval 1385-2008

>Batalha medieval 1385-2008

>Primeiro teste aquém das expectativas

A vila da Batalha recebeu, no fim-de-semana de 13 a 15 de Junho, o evento “Batalha Medieval 1385”, uma encenação histórica do ambiente rural, comercial e bélico desta época, cujo ponto alto foi a reconstituição da Batalha de Aljubarrota. Sem ter chegado a ser uma “enchente”, algumas centenas de pessoas passaram pelo recinto, onde cerca de 150 figurantes nacionais e estrangeiros retrataram o ambiente medieval, em torneios a cavalo, demonstrações de falcoaria, danças e animações, artesanato e artes circenses, jogos e outras animações.
Realizado na quinta do Crasto, num terreno periférico da vila, pretendeu fazer reviver o quotidiano deste acontecimento marcante para a história de Portugal e para o surgimento da povoação da Batalha, em redor do seu Mosteiro, erguido, recorde-se, em memória desta batalha em que os portugueses colocaram um ponto final nas pretensões integracionistas dos castelhanos. Na reconstituição do combate, na noite de sábado, participaram cerca de uma centena de figurantes, metade dos quais recrutados entre a população local, pelo que também alguns golpilheirenses tiveram oportunidade de encarnar esta peleja histórica. Como seria de esperar, Portugal venceu.
Na apresentação deste evento, salientou-se a intenção de promover a sua continuidade e crescimento a nível nacional e internacional, bem como o envolvimento massivo das escolas e outras instituições locais.
Não podemos dizer que esses objectivos tenham tido uma correspondência muito positiva nesta primeira edição. A divulgação e sinalética não terá sido a mais eficaz, resultando numa adesão aquém das expectativas, como já reconheceu a própria organização, considerando ainda assim que “foi uma primeira experiência” e que no futuro “serão corrigidas as falhas na organização”.
Nos testemunhos que colhemos no local, as críticas mais referidas foram para a irregularidade exagerada do piso, impossível para a circulação de deficientes ou carros de bebés, a falta de rigor histórico, sobretudo em algumas das tendas de venda de bijutaria, e a ausência dos cavalos no acampamento, uma das atracções mais esperadas pelos visitantes, que viram apenas um destes animais em acção.
São algumas das tais falhas organizativas que terão de ser corrigidas se o projecto quiser impor-se a outra escala.
De qualquer modo, não deixou de ser uma acção com muitos pontos de interesse e poderá ser uma aposta turística de futuro, com as devidas melhorias ao figurino.
Luís Miguel Ferraz

Revista “Nova Águia”
O lançamento da revista “Nova Águia” foi um dos momentos finais deste evento. A “Águia” foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram escritores como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Carneiro, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva. A “Nova Águia” apresenta-se como uma homenagem a essa tão importante publicação e, ao mesmo tempo, o recriar desse espírito para o século XXI, procurando o contributo das mais relevantes figuras culturais da actualidade.
Info: novaaguia.blogspot.com.

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