>Cónego Dr. Carlos da Silva

>Cónego Dr. Carlos da Silva

>Mestre, Músico e Místico

Foi com tristeza que tivemos conhecimento do falecimento, no dia 16 de Fevereiro, do Cónego Carlos da Silva. Desde o ano 2004 que se encontrava na Casa do Clero da Diocese de Leiria, em Fátima, devido ao agravamento do seu estado de saúde, deixando o Seminário de Leiria onde, praticamente, viveu toda a sua vida e se dedicou quer à formação de centenas de jovens seminaristas quer à música, uma das suas grandes paixões. O seu corpo veio para a Igreja do Seminário, no dia seguinte, onde ficou em câmara ardente. Na manhã de quarta-feira celebrou-se a missa exequial na Sé de Leiria seguindo os seus restos mortais para Minde, sua terra natal, onde ficou sepultado, como era seu desejo.
O Dr. Carlos, como era conhecido, nasceu a 5 de Março de 1928 na Vila de Minde. O seu pai, alfaiate de profissão, foi músico e regente da Banda Filarmónica de Minde e desde cedo o pequeno “Carlitos” se mostrava promissor na arte musical.
Em 1939, com onze anos, entra no Seminário de Leiria onde faz os estudos até 1950. Nos anos seguintes, de 50 a 54, frequenta o Instituto Pontifício de Música Sacra de Roma, onde se licencia em Canto Gregoriano e faz especializações de Órgão e Piano. Foi ordenado sacerdote, em Leiria, a 7 de Outubro de 1951.
Dedicou toda a sua vida, ao longo de mais de quatro décadas, à formação de padres e leigos no campo da liturgia e desenvolveu um trabalho notável na composição e educação para a música litúrgica, disciplina que ajudou a renovar, em Portugal, com mais de 500 músicas da sua autoria, muitas delas cantadas por todo o país e no estrangeiro, publicadas quase todas na colectânea “Orar Cantando”. Era nas assembleias do Santuário de Fátima que encontrava, muitas vezes, inspiração para a sua composição. A sua preocupação era rezar e pôr o Povo de Deus a rezar: “”alimentar a sua fé, a sua esperança e o amor divino, ajudando-o a entrar em contacto mais íntimo e feliz com Deus”.
O seu ministério dedicou-o quase em exclusivo ao Seminário, onde foi professor de Música e outras disciplinas como História e Liturgia.
Muito vivo e expressivo era também profundamente místico na sua vivência, sobretudo na adoração à Eucaristia. Os seus últimos anos foram marcados pelo sofrimento, sobretudo pelo facto de não poder fazer uma das coisas de que mais gostava: cantar.
Certamente estará no céu, juntando a sua voz à dos anjos e santos, para cantar eternamente as maravilhas de Deus. A sua memória perdurará naqueles que louvarão a Deus com a sua oração e a sua música. Que descanse em paz e, jutno de Deus interceda pela nossa Diocese.
Padre Pedro Viva
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