>“Percursus” de Cristina Maria Ferreira

>“Percursus” de Cristina Maria Ferreira

>Escultura na Galeria Mouzinho de Albuquerque

Está patente até 1 de Julho, na galeria Mouzinho de Albuquerque, na Batalha, uma exposição de escultura intitulada “Percursus”, da autoria de Cristina Maria Ferreira.
Formada na área da Cantaria Artística na Escola Profissional de Artes e Ofícios Tradicionais da Batalha, esta jovem artista revela um singular talento na arte de talhar a pedra, dando às suas obras um toque de sentimento que se torna visível nas texturas, relevos e traços de aparente movimento. Com um já considerável percurso nesta área, tem participado em júris de provas e concursos de escultura, ministrado cursos e oficinas nacionais e internacionais de cantaria e colaborado em obras tão emblemáticas como o restauro e reconstrução da abóbada da capela de Nossa Senhora da Gaiola (Cortes), o restauro do portal da capela de Alcogulhe, ou o restauro de janelas góticas na cidade de Rhein (Alemanha), em parceria com o Kulturforum e canteiros de vários países.
Isto sem deixar de criar esculturas originais para espaços públicos e privados e de participar regularmente, desde 1996, em exposições colectivas e individuais, que lhe têm merecido um crescente reconhecimento como artista com “uma grande dimensão espiritual na arte de trabalhar a pedra”.

Também fadista
Esta sensibilidade para “dar vida” ao mais rude dos materiais, pode advir-lhe, aliás, de um outro talento que é o de cantar o fado. De facto, após diversas incursões no meio musical, decidiu-se em 2005 pela via do fado, que a tem levado aos muitos espectáculos nacionais e estrangeiros e que se firmou em 2009 no primeiro ábum “O Outro Lado”, estando já um segundo disco em produção. Citando o jornalista Orlando Leite (I), “Cristina Maria faz parte desta nova geração de intérpretes. A sua voz seduz-nos de imediato quando a ouvimos pela primeira vez, com um timbre espesso, sensual, carregado de emoção autêntica, capaz de ora murmurar em tom de confissão ora clamar mágoas apaixonadas em que não sentimos nenhum artifício interpretativo mas apenas uma fortíssima capacidade de comunicação dramática”.
É um motivo acrescido para uma visita a esta exposição. Quem sabe se não poderemos escutar essa sensualidade e moção da sua voz através dos traços mudos das pedras que transformou em arte…

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