>166 – Poesia

>166 – Poesia

>Este azul

De azul o céu pintou o mar

Raiou a claridade na branca praia

Do sol a lua foi sempre sua aia

Vento do Norte que tanto soube amar.

Quero ser aquele a quem tu hás-de dar

O céu estrelado, brilhante a reluzir

Pois só no rosto vejo teu sorrir

Imaculada concha. Pérola de meu lar…

Este ser teu, sem nunca ser de ninguém

Tem no pecado, o beijo que te dou

Se o desejas tanto? Quanto nele o sou…

Agora digo-te que já não vou

Matar o sonho, pecado meu maior bem

Que nem o sal, pode viver sem…

Miguel Portela

Na verdade eu penso

Penso em ti ao deitar,

És pobre dever ter frio

Pensaste em caminhar

Não hoje é destino vadio.

O trabalho era encostado,

Junto a uma parede

Quase morrias à sede

Sem ninguém a teu lado.

O trabalho era uma ferida,

Que não quiseste aceitar

Nunca conseguiste uma vida

Só é pobre quem não quer trabalhar.

Dormir por aí pelo chão,

Ao frio ao relento

Sem um naco de pão

Perdido na noite pelo vento.

Na verdade eu penso,

Porque sou humano

Nunca ajudaste ninguém

O teu mundo hoje é um desengano

Sacrificas enquanto viver tua mãe.

Penso nesse castigo mal dado,

A quem só precisava de muito amor

Escrever esta verdade não é pecado

É sentir da triste velhinha a sua dor.

Isto não é mentir,

É analisar com justiça a verdade

Se és pobre ajuda-te a sorrir

Caminha com lealdade.

A vida é bela, quando não pensamos só em nós

Temos que lutar por ela

Dar eco à nossa voz.

José António Carreira Santos

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