181 – Combatentes

181 – Combatentes

Desigualdades sociais

Coluna da responsabilidade do Núcleo da Batalha da Liga dos Combatentes

Não pretendendo meter-nos em política, a verdade é que, nos tempos que correm, devido à tão apregoada (e bem sentida…) crise que nos assola, e que tem servido de pretexto para nos irem ao “bolso” descaradamente, é difícil fugirmos ao tema, porque os combatentes também têm sido duramente atingidos pelo flagelo.
Com efeito, se é verdade que os funcionários públicos, ainda no activo ou já aposentados, têm sido os mais atingidos, devido aos cortes nos vencimentos, subsídios de natal e de férias, no privado a situação não está muito melhor, com o desemprego galopante que se observa e onde já se encontra cerca de um milhão de portugueses.
Esta situação vai deixando a nossa sociedade cada vez mais deprimida e também possuída por um certo sentimento de revolta, quando se constata que, ao contrário do que nos vai sendo dito, a crise, de facto, não afecta todos por igual.
Com efeito, enquanto centenas de milhares de cidadãos têm de recorrer à “sopa dos pobres” para terem uma refeição diária minimamente decente, continua a haver um grupo de privilegiados, quase todos ligados à política, com ordenados de centenas de milhares e até de milhões de euros por ano, ou aposentados que, apesar de já auferirem reformas douradas, muitos deles continuam a beneficiar de mordomias de milhares de euros, a pretexto de serem cérebros imprescindíveis às empresas, mas que só lá vão meia dúzia de vezes por ano, não se sabe bem fazer o quê… a não ser receber o “cacau”, claro!…
E uns quantos destes ainda têm o despautério de irem aparecendo na televisão a dizer-nos que temos de continuar a apertar o cinto e que os ordenados têm de baixar ainda mais!
Que descaramento! É preciso não ter um pingo de vergonha!
Ah! E também não nos podemos esquecer das subvenções vitalícias! Todas elas mensais, de mais de um a vários milhares de euros!
O curioso é que quem as recebe não é qualquer cidadão que descobriu ou fez algo de transcendente em favor das nossas gentes ou do desenvolvimento do nosso País; não é um soldado que cometeu actos de bravura numa guerra, salvando até a vida de muitos camaradas!
Tanto quanto sabemos, estas subvenções são todas auferidas por políticos que, descaradamente, as atribuíram a si próprios!…
Políticos estes que, na sua maioria, têm grande quota parte de responsabilidade pela situação em que o nosso Pais e os seus cidadãos se encontram.
Pois é: quanto confrontamos este regabofe com os milhões de portugueses, incluindo milhares de combatentes, que não conseguem satisfazer as suas necessidades básicas e dos seus; quando somos confrontados, por camaradas nossos, com pedidos de ajuda para comprar medicamentos, imprescindíveis à sua sobrevivência, porque as comparticipações são cada vez menores, as taxas moderadoras subiram cegamente e ainda por cima têm de tentar ajudar um filho desempregado e à subsistência dos netos; para além da tristeza, assola-nos a revolta, que temos dificuldade em calar… Como é o caso de hoje!
E, caros concidadãos, isto não tem a ver com quem nos governa no presente, nem com partidarite política. A nossa triste realidade é que de há mais de trinta e cinco anos a esta parte tem sido cada vez mais difícil separar o trigo do joio.
Só os facciosos ou os “boys” conseguirão sentir-se em paz com o turbilhão que nos rodeia!
Aos nossos cidadãos em geral e aos combatentes em particular, tentem usufruir, os que ainda o podem fazer, de uns dias calmos, à beira-mar ou no campo, recarregando as “baterias” para enfrentarmos os próximos tempos, que ainda irão ser piores que os actuais.
BEM HAJAM!

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