Editorial da Edição de Natal 2014

Editorial da Edição de Natal 2014

Como se isto fosse um carro

Mais uma edição de Natal, onde procuramos apontar os faróis ao positivo e à esperança. Porque travagens, acidentes e derrapagens já todos conhecem por outras vias, a maioria com vítimas aumentadas pela exploração mórbida da curiosidade alheia. Dispensamos, mesmo sabendo o risco de desapontar algum leitor ávido de mais umas linhas sobre a desgraça que por aí grassa.
No final de um ano de depósitos vazios e em constante marcha-atrás, em que quase se esgotou a palavra “crise”, em que descremos de pessoas e instituições em que era suposto confiarmos, em que os horizontes sombrios teimam em adensar-se no pára-brisas, é importante ter janelas e portas abertas à possibilidade do amanhã. A esperança e a fé terão de continuar a ser o motor da construção do futuro que se deseja mais humano, justo e, consequentemente, mais feliz.
Falta a outra virtude, a caridade. Essa terá de ser o óleo que lubrifica o rolar quotidiano. Nesse sentido, é importante não a deixarmos em ponto-morto, após as fugazes campanhas natalícias de comércio solidário. Porque a caridade não é dar esmolas, mas amar a cada momento quem nos acompanha no caminho ou, mesmo, quem segue em contra-mão.
Isto poderá parecer “moralista”, mas, olhando as entrelinhas desta edição, facilmente aparece concretizado. Além disso, escrevemos sobre os valores em que acreditamos e queremos viver. E isso, nos dias que correm, começa a fazer falta como a gasolina para a combustão.
Aos leitores, um Santo Natal e bom arranque neste novo 2015!

Luís Miguel Ferraz,
Director

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