Câmara volta a exigir do Governo a despoluição do Lis

Mais uma carta seguiu da Câmara da Batalha para o ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Matos Fernandes, a reclamar a “urgente apresentação de um modelo de execução do projecto de tratamento dos efluentes suinícolas (ETES) e de despoluição da bacia hidrográfica do Lis, como tinha sido garantido às autarquias da região até Março de 2018”.
Segundo o presidente da autarquia, “volvidos mais de 15 meses face à data inicial apresentada pelo Governo, afigura-se-nos incompreensível a ausência de respostas por parte do Ministério do Ambiente”, pelo que “o problema ambiental persiste e dispomos de registos recentes de descargas ilegais de afluentes suinícolas que confirmam o agravamento da situação”. Na carta enviada no final de Junho, Paulo Santos defende a construção de uma ETES como “projecto-chave para a despoluição dos cursos de água da bacia hidrográfica do Rio Lis” e “investimento indispensável para a sustentabilidade da actividade suinícola na região”.
A missiva termina com uma crítica directa: “O Ministério do Ambiente tem conhecimento que subsiste um elevado caudal de efluentes suinícolas que não conhece qualquer tratamento e invariavelmente a região de Leiria é fustigada pelas descargas ilegais, com graves consequências ambientais para os recursos hídricos, mas também do ponto de vista da saúde pública e do bem-estar das populações, pelo que ninguém compreende ou aceita que a situação persista sem uma enérgica actuação das entidades públicas e até judiciais”.

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