Uma tarde (muito) especial

Uma tarde (muito) especial

Casa do Mimo apresentou mais um livro

A Associação Casa do Mimo, que dinamiza o centro lúdico e ocupacional para crianças e jovens com necessidades específicas, na Rua dos Bombeiros, na Batalha, viveu uma tarde especial no domingo 10 de Outubro. Cerca de centena e meia de pessoas deram vida ao jardim daquele espaço, devidamente ornamentado para um imaginário de histórias e outras artes de encantar.
O pretexto foi a apresentação do segundo livro que a associação deu à estampa, “Contos pequenos p’ra gente grande”, com texto de Cidália Silva e ilustrações de Eduardo Malé, João Roberto, Margarida Oliveira, Rui Pedro Lourenço e Sónia Pais.


Trata-se de um conjunto de pequenas histórias, como indica o título, destinadas a todos os públicos, mas, especialmente, às crianças. E com o pensamento posto naquelas crianças e jovens especiais que frequentam a instituição. “Gente grande”, como frisou a autora do livro, “não só porque têm um grande coração, mas porque são grandes na sua dimensão humana, devendo ser tratados como tal, como pessoas que são em pleno, sem os diminutivos que tantas vezes aplicamos às crianças como infantilização da sua capacidade ou entendimento”.
João Delicado, que assina o prefácio da obra, resumiria os seus conteúdos como “contos que nos correm diante dos olhos, entram pelos ouvidos e despertam o nosso coração”. Sim, correram diante dos olhos, com a representação cénica de “Pó de estrelas…” feita pelas habitantes da casa e suas animadoras. E com a exposição dos desenhos originais dos ilustradores numa mini-galeria. Sim, entraram pelos ouvidos, com a declamação de “A princesa que comia mentiras”, “Bruchinha… ou talvez não!” e “Um conto sem ponto”, pelos contadores de histórias Liliana Gonçalves e Luís Mourão. E também pelo sons melodiosos da música com que o saxofone de Diana Catarino ia intervalando as palavras.
E sim, despertaram o coração de todos os presentes, nos calorosos aplausos aos autores e artistas que animavam a tarde soalheira e em sincera gratidão aos voluntários que dão corpo a esta Casa do Mimo, na aquisição de livros que saíam como pãezinhos quentes… e também de deliciosos bolinhos secos feitos pelas próprias crianças e jovens que são a razão de ser de tudo o que ali se faz.
Todas as receitas reverteram, na sua totalidade, para financiar a continuidade desta resposta social no concelho da Batalha, que acolhe também pessoas de concelhos vizinhos.
No final, o maior pagamento foi feito com sorrisos entre todos, sendo os mais brilhantes os vindos dos anfitriões e daqueles que com eles ali partilham jogos, aprendizagens e a vida em geral.
Luís Miguel Ferraz

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