Batalha aprova orçamento de 17 milhões para 2022

Batalha aprova orçamento de 17 milhões para 2022

A Assembleia Municipal da Batalha aprovou, no passado dia 20 de Dezembro, o orçamento para o ano de 2022, a rondar os 17,2 milhões de euros. Um orçamento “ainda muito condicionado pela pandemia e pelo cumprimento de compromissos assumidos pelo anterior executivo”, sublinhou Raul Castro, presidente da autarquia. As prioridades de investimento serão as áreas da educação, acção social e apoio ao associativismo, bem como as infra-estruturas, como a manutenção das redes de água e de saneamento, melhoria da eficiência energética e construção de alguns equipamentos tendentes à coesão social e territorial.

Na sessão, o presidente da autarquia informou que “este é ainda um tempo de levantamento da situação”, relativamente à herança de tesouraria do mandato anterior, indicando a taxa de execução de 67% em relação ao orçamento de 2021, com muitas obras ainda em curso, “umas a continuar e outras a precisar de análise mais cuidada dos respectivos contratos”.

PSD vota contra e IL queria menos impostos

Quanto ao orçamento, aprovado por maioria pelos deputado do Movimento Batalha é de Todos, contou com uma abstenção e 10 votos contra. A bancada do PSD justificou a posição como protesto pela imagem de má gestão financeira que tem sido passada pela Câmara em relação aos autarcas anteriores e por terem sido “abandonados alguns projectos prioritários nas áreas do ambiente, educação e saúde”, além da previsão de crescimento da despesa com salários superior a um milhão de euros em 4 anos, acusando ainda o executivo de “falta de diálogo” e de não ter aceitado as propostas de alteração previamente apresentadas.
O deputado da Iniciativa Liberal fez diversas intervenções, sobretudo a reivindicar a redução de IMI, derrama e parte municipal do IRS, propostas que viu recusadas por “falta de cabimento financeiro”.
Já depois da ordem do dia, em período aberto ao público, levantou alguma celeuma a recusa do presidente da Assembleia em dar a palavra ao presidente do PSD local, escudando-se no impedimento legal por ter o estatuto de vereador. Em comunicados emitidos posteriormente, tanto o PSD como o CDS defendem que a lei permite essa intervenção e acusam a actual maioria de “retrocesso democrático”, “abuso de poder” e desrespeito pela oposição, com “comportamento sem memória na política local”.

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