Entrevista aos cabeças-de-lista à Assembleia de Freguesia da Golpilheira

As 8 perguntas apresentadas abaixo foram enviadas por email aos candidatos à Assembleia de Freguesia da Golpilheira. A ordem de publicação dos partidos é aquela em que aparecerão nos boletins de voto à Assembleia de Freguesia.

 

Perguntas:

1. Convidam-no(a) para escrever o prefácio de um livro de promoção da freguesia da Golpilheira. Como seria o seu primeiro parágrafo?

2. Imagine que a freguesia tem um “livro de reclamações” e decide ir apresentar a sua “queixa”. O que escreveria?

3. Decide redigir um manual de cidadania para oferecer aos golpilheirenses. Qual seria o primeiro artigo dessa lista?

4. Se tivesse de pintar um mural na freguesia, a representar a sua visão para a Golpilheira, que imagens e lemas decidiria inscrever?

5. Qual a frase de que mais gosta nos folhetos da propaganda eleitoral que está a distribuir?

6. Se tivesse de gravar numa lápide de pedra uma única promessa eleitoral, para ficar sempre visível na fachada da Junta, o que mandaria colocar?

7. Decide enviar um email ao presidente da Câmara da Batalha, dando-lhe conta de um projecto que quer realizar, mas que só conseguirá com a ajuda do Município…

8. Por fim, escreva o que significa o vosso lema para a campanha deste ano.

 

PS – Todos Pela Golpilheira
José Filipe

1 – Tratando-se de uma aldeia onde são tão presentes as suas gentes como as inscrições de uma vida ancestral, a Golpilheira transporta-nos de imediato para uma ideia de memorial vivo, onde se dá o encontro entre um tempo ancião face aos desígnios próprios da natureza envolvente, discreta e múltipla. Seja através do seu carácter, de intensa consonância histórica, seja pelo simples deleite da paisagem, esta freguesia tem a capacidade de arrebatar e trazer a si o senso da união de um povo.

2 – Atendendo à dimensão da população golpilheirense e à relação de proximidade que é possível criar junto desta, não creio que faria sentido um “livro de reclamações”, mas sim escutar directamente a pessoa. Esta será sempre a nossa abordagem primordial com vista à resolução dos problemas da nossa freguesia.

3 – 1.º artigo – Ao munícipe da Golpilheira corresponde, a todos os níveis, o dever e o direito de informação plena sobre a freguesia.

4 – Como referi anteriormente, a freguesia da Golpilheira é um memorial vivo do qual destaco os vestígios do povoado de Collippo, a Igreja do Bom Jesus dos Aflitos fundada no século XV, a Igreja de São Bento, que terá começado por ser o primeiro templo cristão da região, entre outros recantos patrimoniais que enriquecem a aldeia. Seria pertinente referir a ligação deste povo aos caminhos da Fé e da peregrinação, a arte de bem receber, assim como referir o Vale do Lena e todo o fulgor da paisagem rural e agrária do território, o cultivo do milho, do trigo, o vime. Em representação da origem do nome Golpilheira, indicaria o seu significado em latim, uma raposa, que representa em última análise o empenho, a agilidade e a convicção dos Golpilheirenses. Além disso, também algumas alusões actuais, as forças vivas da freguesia, sejam a própria Junta de Freguesia, o Centro Recreativo, os vários grupos que integram a Comunidade Cristã local. No entanto, havendo na nossa freguesia pessoas talentosas e criativas, creio que obteríamos um resultado final extraordinário lançando-lhes este mesmo desafio.

5 – “É com o objectivo de participar nas decisões que irão moldar o futuro da Golpilheira que aqui se apresenta uma equipa de trabalho responsável, dinâmica, empreendedora e diligente.”

6 – Não é nosso intuito prometer aos Golpilheirenses o que quer que seja. Temos obviamente objectivos concretos a abordar, mas no sentido de contribuir para o desenvolvimento equilibrado e sustentável da nossa freguesia e sobretudo para o bem-estar dos seus habitantes. O valor das pessoas está nas acções que praticam e não em promessas.

7 – Quando existe uma relação de proximidade, cordialidade e respeito entre o Município e qualquer uma das suas Freguesias, isso traduz-se, em ambos, em maior capacidade de adaptação e concretização de projectos que estejam de acordo com os interesses da comunidade local. Ora, esse é o exemplo do exercício pleno da democracia. Portanto, assumo que qualquer projecto, devidamente fundamentado, será útil e terá o seu espaço próprio de discussão saudável e construtiva no Município.

8 – Este é um lema dirigido a todos aqueles que demonstram preocupação pelos destinos da freguesia, a todos aqueles que de forma altruísta e gentil partilham connosco as suas preocupações, o seu saber, as suas histórias, e todos aqueles que alicerçam o bem comunitário. Representa a união, em perfeita harmonia, pensamento e competência, num só objectivo, chamando à cidadania responsável, activa e entusiasta, todos os golpilheirenses. – Todos pela Golpilheira.

 

CDS – Golpilheira No Coração
Paulo Bagagem

1 – Ilustre terra de férteis planícies que verdejam ao longo do rio, outrora toda ela cultivada pelas mãos sábias dos seus habitantes, onde alguma indústria se desenvolve envergonhadamente e outras mais cai no esquecimento de quem por lá vive e passa.

2 – Venho por este meio reclamar a falta de infra-estruturas de primeira necessidade, entre elas a falta de passeios e de sinalética que interfere activamente com a segurança e conforto da população, pois não é aceitável que peões e veículos, dos quais muitos pesados, partilhem as nossas ruas e estradas.

3 – Direitos e deveres dos cidadãos que estão sobre a alçada das instituições locais. A cidadania é o conjunto de direitos e deveres que cada pessoa possui enquanto cidadão de uma determinada comunidade. Ao consciencializar a população sobre os seus direitos e deveres, estimulando-os a participar activamente na comunidade, pretende-se que os mesmos sejam capazes de replicar este modelo de funcionamento noutros espaços (escola, trabalho, etc.), tornando-se cidadãos responsáveis e activos na sociedade. Esta questão é particularmente importante. Os direitos humanos são um conjunto de direitos detidos por todas as pessoas de forma igual, universal e permanente. Estão inerentes à própria condição de ser humano, contudo, nem sempre são conhecidos, aplicados ou reivindicados. Acredito que trabalhando os direitos humanos com a população, os jovens ficarão a conhecer mais sobre esses mesmos direitos, mas também verão estimulada a sua vontade de participar na construção de um mundo melhor, pois é também dos jovens que dependem os bons hábitos e práticas de cidadania, e deverão ser promovidos e divulgados pelas instituições, começando pelas mais perto de nós. (Sei o que digo, pois sabem onde trabalho.)

4 – Colocava um desenho ilustrativo do meio rural, ao lado de um outro com alusão à arte do vime e, por baixo, colocava o seguinte texto: “A arte do vime e a força do saber trabalhar a terra”.

5 – Golpilheira no Coração, pois é uma frase forte que toca a todos.

6 – Gravaria esta quadra:
“Nesta terra somos felizes
À nossa maneira
Este não é um lugar qualquer
Nós vivemos e somos Golpilheira”

7 – Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Municipal da Batalha, venho por este meio solicitar o apoio da Câmara para um projecto que visa desenvolver a freguesia da Golpilheira e, por consequência, dar mais valor ao Município ao qual preside.
Como o investimento é de considerada importância, e não havendo fundos da nossa parte para a realização do projecto, pedimos encarecidamente o envolvimento da Câmara no mesmo…

8 – “Golpilheira no coração” significa algo que nos é vital, tal qual o órgão referido. Nós precisamos dos dois para viver todos os dias. Também da Golpilheira, porque, como golpilheirenses, foi aqui que nascemos, crescemos e vivemos. Local que nos dá e dará tantas alegrias e que nos faz bater o coração ainda mais forte.

 

PSD – A Golpilheira Tem Futuro
Cristina Agostinho

1 – Referir que a Golpilheira tem uma enorme capacidade de encantar é para mim tarefa fácil, pois há muito tempo que fiz dela a minha freguesia. Pelas palavras do autor, sinto uma aproximação à Rainha Santa Isabel, quando outrora descreveu a sua paixão por estas encostas solarengas do Vale do Lena. Esta obra é uma perfeita simbiose literária e espiritual da afectividade recuperada pelo Rio Lena, que, enaltecendo a sua riqueza natural, reforça a capacidade desta comunidade em se renovar e reinventar.

2 – Na minha família, gostamos de nos reunir e conviver num piquenique. É pena termos de nos deslocar para longe… os mais novos até gostam, mas os mais velhos queixam-se da despesa e do cansaço. O pior é ter de ouvir piadas de outros, por a minha freguesia não ter um parque de merendas!
Verdade é que temos mesmo essa lacuna. Verdade é que até temos espaços bem agradáveis, ali junto ao rio… Bem sei que a instalação de tal espaço implica investimento e que a freguesia não tem recursos, mas seria uma obra benéfica para o bem-estar da população, promovendo o convívio e a prática de desportos ao ar livre.

3 – “O Homem é um animal social”, dizia Aristóteles. As pessoas tendem a agrupar-se e dessa convivência resulta a necessidade de normas de entendimento e leis que identifiquem direitos e deveres. A cidadania representa exactamente esse conjunto de direitos e deveres dos indivíduos enquanto cidadãos de um qualquer Estado democrata. Por isso, num manual de cidadania para a Golpilheira, o primeiro artigo seria “Despertar para a Cidadania”, visando contribuir para a formação de pessoas responsáveis que conhecem e exercem os seus direitos e deveres, em diálogo e no respeito pelos outros, tendo como referência os direitos humanos.

4 – A nossa freguesia é conhecida pela sua dinâmica e pela capacidade de se mobilizar em torno de um objectivo. É assim com o Centro Recreativo, com a Comunidade Cristã e com a Comunidade Escolar. Já somos conhecidos como “a freguesia que não dorme”!
O meu mural teria como lema “VIVER GOLPILHEIRA” e como elemento principal as pessoas, nos seus diferentes grupos etários e sociais. Em fundo, a representação do património cultural e religioso e símbolos da capacidade de trabalho, desporto e diversão. Numa forma gráfica que identificasse o movimento como linha condutora e fonte de inspiração para esta dinâmica, estaria o Rio Lena.

5 – “Sou feliz no que faço, porque o faço de coração.”

6 – O meu compromisso é dar à Golpilheira o meu tempo e a minha dedicação, para a elevar a uma freguesia atractiva, onde gostamos de morar e criar os nossos filhos! Proponho a recuperação da afectividade pela Golpilheira e quero colocar a Golpilheira no plano cultural e económico do Concelho!

7 – Exmo. Sr. Presidente, é fundamental elaborar um Plano para a Revitalização Urbana da Golpilheira, em ordem ao crescimento da freguesia e melhoria das condições de fixação da população e da qualidade de vida. Sabemos que a Golpilheira não tem capacidade para este investimento, pelo que peço uma reunião para iniciarmos o estudo do custo e aferirmos o compromisso da vossa colaboração.

8 – Queremos fazer da Golpilheira uma freguesia mais solidária, com melhor oferta ao nível da Saúde e da Educação, que promova a Cultura e o Desporto, que seja atractiva do ponto de vista económico e turístico. E isso é continuidade, é desenvolvimento, é pensar no futuro! Dizer “a Golpilheira tem futuro” é a garantia de que, com uma equipa pró-activa e competente, estaremos sempre atentos. Não encerramos o nosso plano de acção no imediato. Estaremos despertos para novos desafios!

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