>Golpilheira sagrou-se vice-campeã nacional de futsal feminino

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Apenas o Benfica nos parou… e na final

O jogo grande da época para as pupilas de Teresa Jordão disputou-se no passado dia 30 de Junho, no pavilhão municipal Alfredo Calado, em Almeirim, e colocou frente a frente, o SL Benfica (campeão em título) e o CR Golpilheira.
Com um pavilhão repleto de público entusiástico, as principais intervenientes do espectáculo responderam da melhor forma possível, com um excelente jogo de futsal.
E não pense, quem não esteve presente, que o jogo foram “favas contadas” para as atletas do Benfica… As nossas “golpilhas” entraram muito aguerridas no jogo, exercendo uma pressão inicial muito forte sobre as atletas do Benfica, o que acabou por dar frutos, com a obtenção de um golo, por intermédio de Maria Inês. Foi enorme a explosão de alegria dos muitos adeptos da Golpilheira presentes.
Após a obtenção do golo, a superioridade do Benfica veio um pouco ao de cima, com as atletas comandadas por Vera Bettencourt a proporcionarem bonitos momentos de futsal e, com alguma naturalidade, a conseguiram chegar ao empate e, já muito perto do final da primeira parte, à vantagem no marcador (2 – 1).
Na fase inicial da segunda parte, a equipa orientada por Teresa Jordão voltou a entrar melhor em campo, criando três oportunidades flagrantes de golo, infelizmente não concretizadas. E como “quem não marca, arrisca-se a sofrer”… as atletas do Benfica lá fizeram máxima a este velhinho ditado da gíria futebolística e marcaram três golos num curto espaço de tempo. Nesta altura, aliás, o cansaço físico já era bem visível nas nossas atletas, que nessa semana já tinham realizado dois jogos, um deles muito desgastante, com prolongamento e grandes penalidades, em Chaves. Mesmo assim, perto do final do encontro, a Golpilheira ainda conseguiu fixar o resultado final em 5-2, numa bela jogada individual de Inês, que, com muita classe, sentou a guarda-redes do Benfica e chutou para o fundo das suas redes.
O apito final do jogo trouxe a festa para as duas equipas: o Benfica, porque se sagrava, pela quarta vez consecutiva, campeão da modalidade; e a Golpilheira, pela presença inédita na final da competição, um feito histórico – não só para este clube, mas também para o futsal distrital – e logo na primeira oportunidade que tiveram para se mostrar na Taça Nacional. Estão de parabéns, pois claro!
Vera Rito

A voz aos protagonistas
No dia seguinte ao jogo, enviámos um ‘email’ a Vera Bettencourt, treinadora do Benfica, para sabermos a sua opinião sobre o jogo. Não obtivemos qualquer resposta. Apesar disso, fomos pesquisar, e encontrámos as seguintes declarações, no sítio futsalfeminino.net: “Uma das coisas que mais gostei foi o facto de o pavilhão estar praticamente cheio, as pessoas da organização foram fabulosas e a equipa adversária foi fantástica. Em relação à parte desportiva, vimos uma equipa que é superior à outra, o Benfica tentou sempre jogar para ganhar, em ataque contínuo, ao passo que o Golpilheira apenas esporadicamente chegou à nossa baliza e sempre em contra ataque. Falhámos muitas oportunidades na primeira parte, mas na segunda mostrámos todas as armas que temos ao nosso alcance”.
Já Teresa Jordão, treinadora do CR Golpilheira, confessou-nos a sua alegria em ter conseguido chegar com este grupo a uma final nacional, salientando o enorme esforço para o conseguirem: “Além de ser uma equipa ainda muito jovem (a maioria das jogadoras são juniores), foi obrigada a fazer 3 jogos em 7 dias, o que causou um enorme desgaste físico das atletas, para além de lesões em duas peças mais importantes”. De qualquer forma, a treinadora considera que “proporcionámos um excelente espectáculo, tentámos sempre marcar golos e não apenas defender, numa atitude de humildade, mas também de confiança, muito graças ao apoio do numeroso público que nos acompanhou, e que ajuda em muito a equipa a jogar com mais alegria”. De facto, a claque da Golpilheira revelou-se mais numerosa e participativa do que a do próprio Benfica.
A jogadora Inês, de 15 anos, foi a marcadora do último golo e considerada uma das figuras do jogo, apesar de ter jogado durante pouco tempo, pois trouxe uma lesão de Chaves. No final, não cabia em si de contente, por ter chegado tão nova a esta importante fase da taça nacional. “O trabalho desta época e os resultados obtidos foram muito bons, por isso acredito que no próximo ano, com o mesmo empenho, consigamos ir mais longe”.
Para Acácio Santos, director da secção de Futsal do CRG, “esta presença na final já foi uma vitória para estas atletas e equipa técnica, pois foi a primeira equipa do distrito a consegui-lo”. Por outro lado, destaca este dirigente, “as condições de trabalho que tem o Benfica não se comparam com as nossas, que nem um pavilhão próprio temos”. Um dos pontos mais positivos deste encontro, segundo Acácio Santos, foi a enorme presença de adeptos da Golpilheira: “quero agradecer a todos os que acompanharam a equipa, não só na final, mas no decorrer de toda a prova, e durante a época, porque também ajudaram a que houvesse festa de pavilhões cheios e incentivaram as atletas a conquistarem tantas vitórias. Só espero que na próxima época continue a ser assim, pois elas merecem e saberão recompensar-nos com maravilhosos espectáculos de futsal”.
LMF

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