>162 – Poesia

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>Os golpilheirenses gostaram da sua visita

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No Centro Recreativo da Golpilheira
O Sr. Artur Agostinho estava a chegar,
Cumprimentou o povo da Golpilheira
Todos o esperavam para o saudar.
Ao ouvirem a sua voz
Todos prestavam atenção,
Falou dos tempos passados
Em relação aos tempos modernos
Era preciso haver mais convívio e união.
Pelo público era aplaudido
É um senhor com bastante cultura,
Quando relatava a bola
Era ouvido com muita doçura.
História, cinema ou teatro
Isso não podia faltar,
Locutor da rádio
Foi até poder trabalhar.
Na sua vinda à Golpilheira
Pensamos que tenha ficado contente,
Foi uma tarde bem passada
O povo da Golpilheira é alegre e convivente.
O que quis cá deixar
Sua história fica a recordar,
O seu livro faz a saudade
Para tornar a voltar.
Cremilde Monteiro

Sofrimento dos velhinhos nos tempos modernos
(poema lido no almoço dos idosos na Semana Cultural)

Os velhinhos de outros tempos
Eram sinal de sabedoria,
Respeitados pelos inventos
Não é como hoje em dia.
A vida agora moderna
Está cheia de ambição,
O amor já não impera
 Já morreu a compaixão.
O velho é como a batata
Só na terra dá semente,
É a ambição que mata
Ponham isto bem na mente.
Se é rico deve abalar
Para alguma coisa deixar,
Se é pobre pode embarcar
Pois já está a empatar.
Os velhinhos deviam ser
Tratados com mais atenção,
Por a eles se dever
O progresso da nação.
Tratem bem o ser velhinho
Não o olhem com desdém,
Que passando algum tempinho
Ficarão velhos também.
Nunca te rias dos tristes
Como alguns que eu já vi,
E vê lá bem se resistes
Se um dia rirem de ti.
Ser velhinho não se compra
E não se pode vender,
Levem isto bem em conta
Mais tarde vão perceber.
Novo, velho, rico ou pobre
Tudo o que nasceu vai embora,
Não escapa nem o nobre
Quando chega a sua hora.
A vida humana é ingrata
Quanto ao meu parecer,
Pois há gente que se mata
E outros não querem morrer.
Há muitos velhinhos no mundo
Que sofrem muito calados
É esse um sofrimento profundo
Dos tristes…abandonados.
A noite dos mais velhos é triste
Pelo seu… isolamento,
Mas desde que o mundo existe
Sempre foi esse o tormento.
Acreditem por favor
Na verdade nua e crua,
Onde é que mora o amor
Se há tristes a dormir na rua.
O velhinho também é gente
E merece ser feliz
Ponham isto bem na mente
É um idoso que o diz.
Não os acompanham na vida
Na morte põem flores
Muito obrigada
Obrigadinha aos favores.
E por fim quero agradecer
A todos os mais novinhos
É assim que deve ser
Tratem bem os velhinhos.
E sem mais vou terminar
Com esta minha lembrança
Um abraço vos vou dar
E nunca percam a esperança.
Cremilde Monteiro

Hoje sei quem sou

Hoje sei quem sou!
Para onde vou?
Quem eu fui? Já não o sei.
Se errei? Não.
Acreditei.
Hoje sei quem sou!
Para onde vou?
Se o serei? Já não o sei.
Já nem sei quem fui…
Se fico? Fico porque acredito,
Mas voltarei…
Miguel Portela

A ti Beto

Pedaços de saudade
Foi numa imensa multidão,
Sobre um olhar moribundo
Que ficou marcada toda a emoção
Do quanto eras desejado neste mundo.
Nesse teu olhar azul do mar,
Quase parou uma cidade
Tanto rosto a chorar
Uma digna homenagem de saudade.
Este meu duro sentimento,
Esta minha pobre mensagem
Por ti a saudade é um alimento
Recordar-te é a minha homenagem.
Quantas lágrimas foram caídas,
No rosto de quem queria ser forte
Tenho a certeza não foram fingidas
Quando se chora de dor pela morte.
Num autêntico mar de gente,
Ficou o adeus numa grandiosa salva de palmas
O colorido de tantas flores fora a semente
O desgosto carinhoso de tantas almas.
No pensamento apenas ponho,
Esta tão dura surpresa
Beto será um sonho
Porque a tua passagem foi riqueza.
Filho, irmão amigo e muito mais,
Resta a todos a coragem e calma
É a liberdade de muitos ais
Pensando em ti Beto, paz à tua alma.
José António Carreira Santos

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