>Novembro, “mês dos finados”

>Novembro, “mês dos finados”

>Novembro é o mês dos finados e dos crisântemos, ou seja, faz-se o culto da família e daqueles que já partiram.

Neste mês, em especial, visita-se o cemitério, elevam-se preces a Deus, acendem-se velas, oferecem-se flores como forma de expressar carinho e amor por eles. É a celebração da ausência sem regresso que a lembrança aviva, contornando a morte.

É um tempo especial para recordar e ninguém escapa a isso, mesmo que não o mostre com uma ida ao cemitério.

A comemoração dos fiéis defuntos oferece-nos uma excelente oportunidade para meditar sobre o significado da morte e as lições daí decorrentes.

Em cada sepultura estão os restos mortais dos que percorreram, como nós o fazemos nestes dias, os caminhos da vida.

Batalha já conta com duas agências funerárias

Anterior a este processo está outro bastante complexo e também importante: o funeral. Este consiste numa cerimónia, tradicionalmente adoptada para a despedida de um ente querido logo após a morte, preparada por uma agência especializada.

O concelho da Batalha conta há 30 anos com a Agência Funerária Santos & Matias. Esta agência surgiu para preencher uma lacuna deste tipo de serviços na zona, uma vez que até essa data os falecidos eram transportados em “carretas”, passando depois a ser conduzidos em auto-fúnebres.

“A empresa é reconhecida pelos princípios pelos quais se rege: discrição, profissionalismo e honestidade”, afirma o seu responsável, José António Matias. Para que possam corresponder a todas as necessidades que se apresentam hoje em dia, têm frequentado diversos cursos de formação profissional: psicologia do luto, tanatopraxia (método de conservação do corpo), tanoestética (maquilhagem de cadáveres), gestão de agências funerárias, entre outros. Presta serviço a nível nacional e internacional, abrangendo no entanto, com maior predominância, a zona do distrito de Leiria.

Este ano, os batalhenses passaram a ter mais uma especialista no concelho, a Agência Funerária Espírito Santo, que nasceu em Abril com o objectivo de ser uma nova opção para os clientes deste concelho, mobilizada a “humanizar cada vez mais a perda do ente querido”. A sua política centra-se nos “princípios de trabalho, no respeito pelos falecidos e suas famílias, independentemente das suas crenças religiosas ou estatuto social”, e embora respeitando as tradições milenares, dirige a sua aposta para a oferta de novos serviços no sector funerário, como por exemplo música ambiente, serviço de catering no velório, reportagem vídeo/fotografia, apoio psicológico, urnas ecológicas, cremação, etc.

O gerente é André Espírito Santo, com 7 anos de experiência no ramo funerário, formado em Tanatopraxia e Tanatoestética. Segundo ele, “a família em sofrimento é a razão da nossa existência, com a preocupação de a tratarmos com um respeito sublime, pois cada cliente tem a sua maneira de viver luto, pelo que a nossa psicóloga faz um primeiro contacto gratuitamente”.

O balanço nos primeiros meses tem sido satisfatório, pois apesar da “meninez” do negócio, as pessoas têm notado a sua presença. “Este negócio é muito complicado e muito competitivo e temos de apostar na publicidade para chegar à população, pelo que o concelho da Batalha ainda necessitará de alguma maturação, que só se consegue com o tempo, para as pessoas se aperceberem de que têm mais uma opção de escolha”, afirma o empresário.

Para os cristãos, este é um momento especial, que significa a passagem para a vida eterna. É normal experimentar-se a dor e o sentimento de perda de quem se ama, mas deve ser vivido com a dignidade e a esperança de que não é ali que termina tudo: “Aquele que crê em Mim, mesmo que morra, viverá eternamente” (Jo 11, 25).

Ângela Susano

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