171 – Junta Informa

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Coluna da Junta de Freguesia

Comunicado
O estranho fecho da Extensão da Golpilheira

A Extensão de Saúde da Golpilheira funciona num espaço relativamente novo, com óptimas condições físicas, bons acessos e baixo custo de manutenção. Os gasto da sua construção foi quase exclusivamente suportado pelo Município da Batalha, e pensávamos que passaríamos ao lado desta desenfreada tentativa de “cortes” e reduções nos gastos do Estado, como se o fecho desta unidade trouxesse alguma mais-valia económica.
Mais uma vez, vem a Junta de Freguesia descrever e informar o seu papel no processo da Extensão de Saúde da Golpilheira:

1. Como os golpilheirenses bem sabem, ao longo dos últimos seis anos, sempre quisemos que os serviços de saúde fossem melhorados na nossa extensão. Com a criação da USF (Unidade de Saúde Familiar), sentíamos que poderiam vir daí melhorias significativas no atendimento no serviço local da Golpilheira. Muito surpreendidos ficámos por os órgãos decisores do Ministério da Saúde não terem autorizado a extensão de saúde da nossa freguesia a incorporar a USF.

2. Posto isto, e no resultado de uma primeira informação a este respeito, foram várias as tentativas que fizemos para inverter o processo, articulando sempre com a Câmara Municipal, na defesa da continuidade do serviço na nossa freguesia. Todas as tentativas foram infrutíferas. Diziam-nos que “a decisão já estaria tomada e não haveria retorno possível”. Ficamos espantados como é que se continuam a tomar decisões desta relevância, sem que se consulte a população, ou os seus representantes locais. É inacreditável.

3. Considerando um dado adquirido, apressámo-nos a sentir o pulso à USF e às verdadeiras intenções em relação à população da Golpilheira. Em conversa com uma administradora da USF, foi-nos garantido que as melhorias no atendimento seriam consideráveis. Nomeadamente, os horários de atendimento, o tempo de espera, as consultas da especialidade, o atendimento ao sábado, etc.

4. Nesta altura, considerando que já teríamos queimado quase todos os cartuxos, os argumentos da Junta de Freguesia sempre foram no sentido de garantir o serviço para os que têm impossibilidade de se deslocar com facilidade. Propusemos que seria razoável fazer atendimento dois ou três dias por semana, para os que têm dificuldade no transporte para a Batalha. E nada conseguimos.

5. Resta-nos a última possibilidade, que é, em articulação com o Município, poder haver regularmente um transporte diário de ida e volta, desde a Extensão de Saúde da Golpilheira até ao Centro de Saúde da Batalha. É a única forma de não excluir ninguém do direito ao serviço de saúde garantido.

Conclusão
É com muita pena minha que, pela primeira vez, sinto que fomos derrotados pelo autismo das instituições governativas e dos organismos de gestão intermédia do Estado.
Sabemos que os utentes têm vindo a ser convidados a integrar a USF na batalha, transferindo a ficha e mantendo o médico de família (Dr. Nuno). Por isso, recomendamos a todos que façam a sua transferência, quando forem abordados para tal, até porque:
– Foi-nos dito que, os que não o fizerem, ficarão impedidos de ser atendidos na USF da Batalha e terão de se deslocar a outros postos de saúde, tais como Leiria ou Marrazes.
– Não é de crer que a Administração Regional de Saúde consiga médicos para fazer serviço na Extensão da Golpilheira, considerando a falta de médicos em todo o País.
– O edifício fica, e nunca se sabe se um dia não será possível integrar a nossa extensão na USF da Batalha, ou encontrar outro modelo qualquer de serviço à população.
Eu ainda não atirei a toalha ao chão e continuarei, com a comunidade, a lutar para que possamos vir a ter um serviço decente de saúde na nossa Freguesia.

Com os melhores cumprimentos, o presidente
Carlos Alberto Monteiro dos Santos

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