Marcelo presidiu ao centenário da Liga e inaugurou Memorial aos Combatentes Batalhenses

Marcelo presidiu ao centenário da Liga e inaugurou Memorial aos Combatentes Batalhenses

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, esteve na Batalha, no passado dia 9 de Abril, em mais uma comemoração do Dia do Combatente, assinalando o 103.º aniversário da Batalha de La Lys e o 100.º aniversário da Liga dos Combatentes. De facto, foi em 1921 que um grupo de ex-combatentes se organizou para fundar esta associação, depois de uma tentativa infrutífera ocorrida dois anos antes, mas que desta vez viria a resultar na Liga que formalmente se constituiria em 1923.

O ano de 1921 é, ainda, significativo para os combatentes pela trasladação do “Soldado Desconhecido” para o Mosteiro da Batalha, assunto que destacamos nesta edição.

Um século depois, ainda sob as condicionantes da pandemia, o dia foi comemorado de forma simples, com uma Missa em memória dos soldados falecidos, presidida por D. Rui Valério, bispo das Forças Armadas, a 85.ª Romagem ao Túmulo do Soldado Desconhecido, onde foram depostas flores, e uma parada militar que incluiu a condecoração pela Presidência da República do Núcleo da Batalha da Liga dos Combatentes, neste dia que marcou ainda o seu 81.º aniversário.

Foto: Joaquim Dâmaso

A “prenda” maior foi, no entanto, a inauguração do monumento Memorial aos Combatentes Batalhenses, um desejo antigo agora concretizado no jardim em frente à estátua do Santo Condestável, junto ao Mosteiro. A obra custou 12.500 euros, pagos pelo Município, e é da autoria de Patrícia Soares, arquitecta da Direcção-Geral do Património Cultural. Representa 4 túmulos e outros tantos campos de batalha (Angola, Moçambique, Guiné e França) com os nomes dos 12 batalhenses que neles perderam a vida, mas visa “homenagear também todos os outros” que daqui partiram para as diversas campanhas militares ao longo da história, como referiu António Alexandre Nobre Evaristo, presidente deste Núcleo. O único lamento foi o de as condições actuais não permitirem um festejo mais grandioso, mas esse ficou por ele prometido para outra ocasião mais propícia.

Também Paulo Santos, presidente do Município, referiu a importância desta celebração de “honra aos militares que viveram na pele circunstâncias piores” do que a pandemia que atravessamos. A representar o Governo, esteve Catarina Sarmento e Castro, secretária de Estado de Recursos Humanos e Antigos Combatentes.

Em resumo, foi um “dia de festa”, como frisou o tenente-general Chito Rodrigues, presidente nacional da Liga dos Combatentes, referindo ser uma homenagem ao papel dos antigos combatentes na defesa da Pátria, mas também àqueles que hoje continuam a desempenhar importantes missões em nome de Portugal pelo mundo. Por isso o monumento apresenta na base simbólica dos túmulos um círculo dedicado às operações de paz.

Dia cheio de significado

O Presidente da República não falou na Batalha, mas proferiu uma mensagem já em Lisboa, à tarde, em que resumiu este “dia cheio, um dia simples, mas um dia cheio de significado”, de homenagem aos combatentes. “Sem eles, não haveria Portugal”, disse, sublinhando que muitos foram os que “lutaram com valor, lealdade e mérito” numa “dimensão universal que sempre foi nossa, é nossa e será nossa”.

Marcelo Rebelo de Sousa quis também homenagear a Liga dos Combatentes, sobretudo pelo papel de apoio social aos militares, ex-combatentes e aos seus familiares em vários domínios. Frisando que esta instituição soube adaptar-se aos desafios das novas gerações e cumpre fielmente “uma nova fase” dessa missão, em especial na defesa dos direitos dos combatentes, acompanhando a gratidão que está “no fundo do povo português”, entregou ao presidente da Liga as insígnias da Grande Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.
LMF

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